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Activistas angolanos defendem agenda de consenso da sociedade civil sem regras partidárias


"Revús" protestam em Benguela (Foto de Arquivo)

Benguela acolheu Fórum Nacional para a Cidadania em Angola

No primeiro Fórum Nacional para a Cidadania em Angola, realizado na passada semana na província de Benguela, activistas cívicos defenderam uma agenda de consenso sem imposições partidárias, mais ajustada à sociedade civil, para o fim do que consideram ser 45 anos de má governação.

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A pensar numa Angola sem exclusão, o activista Banza Hanza afirma que os partidos políticos devem estar agarrados a esta agenda nacional de consenso.

"O que tem acontecido é um açambarcamento, o partido ganha as eleições, ele decide a agenda. Quando chegar o outro, vai traçar a sua agenda, vai tirar a agenda dos 45 anos de má governação’’, aponta Hanza.

O activista Cambolo Tiaca Tiaca aborda o assunto numa perspectiva autárquica.

"Não será a varinha mágica, mas é preciso desenvolver os municípios, até porque eles têm um bom slogan: ‘a vida faz-se nos municípios’, por isso… ‘’, apela o activista.

Para Tiaca Tiaca, ‘’os slogans não passam disto mesmo, os projectos nunca beneficiaram os municípios, foi tudo para os militantes’’.

No município-sede, Benguela, está um conhecido foco de pobreza, o magistério que acolhe os antigos moradores das Salinas, que receberam dos activistas apoios para a quadra festiva.

A iniciativa, segundo beneficiários, vem minimizar uma série de dificuldades.

"Nestes dias está mesmo difícil, principalmente na parte da alimentação. Temos aqui muitas mães que acabaram de dar à luz … a comida aparece espontaneamente, a pessoas às vezes consegue um quilo para as crianças’’, avança uma cidadã.

Recorde-se que há muito terminou o prazo que a Administração Municipal estabeleceu para a saída do magistério, com ameaça de recurso à força, mas as famílias permanecem no local desde 24 de junho.

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