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Activista cabindês condenado por atentado contra selecção do Togo

  • Redacção VOA

Kodjovi Obilalé, antigo guarda-redes da selecção do Togo

Cinco anos de prisão para André Rodrigues Mingas, considerado culpado pelo ataque que provocou duas mortes e 13 feridos

O Tribunal de Grande Instância de Paris condenou o activista por Cabinda, André Rodrigues Mingas a cinco anos de prisão efectiva por seu envolvimento no atentado à caravana da selecção do Togo, em 2010, naquela província angolana.

O tribunal considerou Rodrigues Mingas culpado de "actos preparatórios ao terrorismo", "participação numa organização criminosa" e "reivindicação de atentado".

Rodrigues Mingas foi condenado ainda ao pagamento simbólico de um 1,1 dólar de multa e o pagamento de indemnizações ao antigo guarda-redes togolês ferido no atentado, à sua antiga mulher e filho.

A acção foi movida pelo Ministério Público da França, pelo guarda-redes togolês Kodjovi Obilale e pelo Governo de Angola, que pediu uma condenação por "apologia do terrorismo" e que o país fosse considerado vítima.

O advogado de Obilale exigiu uma indemnização de três milhões e 800 de dólares por ter vinculado inválido depois do atentado, o que obrigou a dar por fim a carreira de futebolista, e 110 mil dólares de indemnização à ex-mulher por danos morais.

André Rodrigues Mingas é natural de Cabinda e tem nacionalidade francesa.

Na altura do ataque, Rodrigues Mingas era o autointitulado Chefe do Estado-Maior da FLEC Posição Militar (PM).

O atentado contra o autocarro da selecção togolesa aconteceu durante a Copa de África das Nações, a 8 de Janeiro de 2010, e provocou a morte de dois togoleses e ferimentos a outras 13 pessoas, incluindo elementos da polícia angolana que escoltavam a caravana.

André Rodrigues Mingas foi preso logo após a leitura da sentença.

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