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Acordo Angola-Banco Mundial com reacções divergentes


BM disponibiliza 1,3 milhões de dólares em financiamento

Economistas, empresários e políticos em Angola têm opiniões diferentes sobre um financiamento de 1,3 milhões de dólares para três projectos para apoio social, orçamental e fortalecimento do abastecimento de água à população em Angola

O ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, disse que 320 milhões de dólares vão ser usados para o Projecto de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social que faz parte da política de transferência de rendimentos desenhada pelo Executivo para proteger as famílias com menores rendimentos.

Com este sistema, avançou o ministro, vão ser beneficiadas cerca de um milhão de famílias vulneráveis, através de transferências monetárias directas, mas não foram ainda dados pormenores de como o sistema vai funcionar

Por outro lado, 500 milhões de dólares vão ser usados para a Operação de Apoio Orçamental e outros 500 milhões dólares para o Projecto de Agua Bita.

O economista, José Severino, presidente da Associação Industrial Angolana (AIA), disse que o este novo apoio é a única saída para o Governo.

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‘’Há um défice muito grande de tesouraria, sem esta intervenção o Governo teria de tomar políticas fiscais mais rigorosas, não consentâneas com a economia e a situação dos angolanos’’, afirmou Severino.

O economista Damião Cabulo também considerou haver “vantagem” neste acordo com o Banco Mundial porque esta organização concede empréstimos em termos favoráveis de juros baixos.

“Na situação em que nos encontramos não há como não fazer dividas", advertiu.

Cabulo avisou, no entanto, que os empréstimos devem ser colocados em “posições estratégicas para que se obtenha o retorno para garantir o pagamento da dívida”.

Contudo, David Kissadila, especialista em gestão de políticas públicas, entende que este tipo de dividas vai enterrar o futuro do país.

Banco Mundial cede a Angola 1.300 milhões de dólares - 2:49
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"Este leque de dividas vai ter repercussões já que daqui a 25 anos as gerações vindouras vão arcar os custos", avisou

Por seu turno o vive-presidente da UNITA e professor universitário, Raul Danda, fez eco dessa opinião afirmando que Angola está a contrair dívidas “como se o amanhá não existe”.

Entretanto, o ministro Archer Mangueira garantiu que o Governo está apostado na gestão rigorosa e transparente dos recursos que o Banco Mundial coloca à sua disposição e lembra que tem o apoio técnico da instituição para a "boa materialização de todos os projectos agora financiado".

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