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Abstenção recorde e violência marcam eleições na região anglófona nos Camarões


Presidente Paul Biya vota

Paul Biyá, no poder desde 1982, concorre a um sétimo mandato

A alta abstenção e a violência marcaram as eleições presidenciais deste domingo, 7, no lado anglófono de Camarões, onde separatistas armados tinham anunciado o desejo de impedir a votação.

Em Buea, capital da região anglófona de Sudoeste, sob fortes medidas de segurança, as seções estiveram vazias durante todo o dia.

"Ninguém vem votar, as pessoas ficaram em casa porque tiveram medo", declarou Georges Fanang, observador de um partido da oposição.

Neste local, apenas sete eleitores dos 420 inscritos foram às urnas até uma hora antes do encerramento oficial da votação às 18 horas locais.

A difusão das tendências eleitorais é proibida em Camarões e os resultados definitivos vão demorar pelo menos uma semana.

O Conselho Constitucional tem duas semanas legais para anunciá-los.

Hans de Marie Heungoup, pesquisador do International Crisis Group (ICG), considera que "quase todas as informações que recebemos falam de um índice de participação de menos de 5%" nas regiões anglófonas de Sudoeste e Noroeste, onde mais de 300 mil pessoas tiveram que fugir das suas casas.

Ele acrescentou que "esta baixa participação evidencia a influência que agora têm os separatistas armados sobre estas duas regiões".

Muitas assembleias de votos não foram instaladas em vários locais por medo de ataques separatistas.

Os separatistas das regiões anglófonas de Camarões cumpriram as suas ameaças de perturbar a eleição presidencial em que o presidente Paul Biya, de 85 anos, é favorito.

O presidente Paul Biya, no poder desde 1982 e aspirante a um sétimo mandato consecutivo, votou em Iaundé, onde, na altura, destacou o “clima de serenidade no qual a campanha transcorreu”.

Contra sete candidatos, Biya é o favorito das eleições, apesar da guerra que se instalou no fim de 2017 no Camarões anglófono, depois de mais de um ano de uma crise que degenerou em conflito armado.

Centenas de separatistas armados combatem com violência e diariamente o exército camaronês.

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