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A Renamo tem obrigação moral de travar os ataques de dissidentes, diz Venâncio Mondlane 


Junta Militar da Renamo. Mariano Nhongo, de gravata.

O assessor politico do presidente da Renamo, Venâncio Mondlane, reconhece que o partido tem responsabilidades sobre os ataques do grupo dissidente e obrigação moral de parar o conflito armado e dialogar com a autoproclamada Junta Militar, liderado por Mariano Nhongo.

A Renamo tem obrigação moral de travar os ataques de dissidentes, diz Venâncio Mondlane
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“Abrimos uma janela para um diálogo com a própria junta Militar, no sentido de que a Renamo sente que também tem alguma responsabilidade e tem alguma obrigação moral de criar condições” para a resolução das reivindicações dos rebeldes, disse Mondlane.

Venâncio Mondlane: "Abrimos uma janela para um diálogo com a própria Junta Militar"
Venâncio Mondlane: "Abrimos uma janela para um diálogo com a própria Junta Militar"

Ele vincou que a enamo “repudia e não se identifica” com os ataques do grupo dissidente, mRanifestou preocupação com a ultima sequência de ataques e reconheceu que “estão a sofrer uma evolução”.

Mondlane disse que a Renamo tem mostrado uma postura de tolerância e abertura para o dialogo com os dissidentes liderados por Nhongo.

Sem resposta palpável

O partido, prosseguiu Mondlane, já manifestou publicamente a intenção de dialogar e convidou o líder dissidente para a mesa de diálogo, mas não recebeu uma resposta oficial palpável de Nhongo.

“A Renamo continua aberta para aqueles que são nossos irmãos na verdade e que estão à margem daquilo que é o futuro, das perspetivas do futuro do país, que é a pacificação de Moçambique,” disse Mondlane, insistindo que os dissidentes da Renamo devem seguir o novo roteiro de paz.

Na semana, em entrevista à VOA, Mariano Nhongo, declinou negociar com o presidente da Renamo, alegando que Ossufo Momade não está “a valorizar a vida dos que morreram pela democracia”, e afastou a possibilidade de integrar o processo de desmobilização por considerar o processo novamente “falhado”.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo foi formada em julho de 2019, e contesta a liderança de Ossufo Momade e quer renegociar os acordos de paz definitiva de agosto de 2019.

As autoridades policiais atribuíram vários ataques, em Sofala e Manica, à Junta Militar da Renamo, que por seu turno têm reivindicado parte deles e ameaçado realizar outros. Dezenas de pessoas foram mortas e milhares deslocados na sequencia desta insurgência.

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