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A caminho do Japão, João Lourenço anuncia fim da "má prática" de diplomatas "por tempo indefinido" num país

Presidente da Angola João Lourenço durante uma conferência de imprensa no palácio presidencial da Casa Rosada, no âmbito da visita do Presidente da França Emmanuel Macron, em Luanda, a 3 de Março de 2023.
Presidente da Angola João Lourenço durante uma conferência de imprensa no palácio presidencial da Casa Rosada, no âmbito da visita do Presidente da França Emmanuel Macron, em Luanda, a 3 de Março de 2023.

Os embaixadores terão agora um mandato de três a quatro anos.

O Presidente angolano deixou Luanda nesta sexta-feira, 10, com destino ao Japão para uma visita de domingo a quarta-feira, durante a qual os dois países pretendem incrementar a cooperação nos domínios político, económico e cultural, com particular incidência no processo de industrialização da agricultura e do desenvolvimento do agronegócio, petróleo e mineração.

Antes da partida, ontem, João Lourenço anunciou uma nova política de rotação dos embaixadores que passarão a ter um mandato limitado de três a quatro anos.

Em nota, a Presidência da República informa que, em Tóquio, João Lourenço tomará parte num fórum de negócios Japão-Angola, na segunda-feira 13, no qual "mais uma vez apelará ao investimento no mercado nacional por parte de empresas e homens de negócios que animam a economia mundial".

Depois de Tóquio, Lourenço visitará Nagoya e Quioto.

Nova política de rotação de diplomatas

Entretanto, ontem, o Presidente angolano anunciou uma nova política de rotação dos diplomatas.

Ao dar posse a 16 embaixadores em Luanda, João Lourenço disse que, a partir de agora, a rotação passará a ser feita ao fim de cada mandato de três ou quatro anos.

Desta forma, o Chefe de Estado afirmou pretender "alterar a má prática" de ter diplomatas "por tempo indefinido" num mesmo país.

"Já tivemos embaixadores angolanos que permaneceram no mesmo posto e país duas décadas. Pretendemos corrigir isso, passando a rotação, doravante, a ser aquilo que é normal e prática noutros países (rodar em cada três a quatro anos)”, sublinhou Lourenço.

Na cerimónia, o Chefe de Estado considerou que diplomacia angolana conhece, nos últimos tempos, maior dinamismo, fruto do trabalho que tem sido desenvolvido pelas autoridades do país aos mais diversos níveis.

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