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Senegal lança ofensiva contra separatistas de Casamança


Separatistas pertencentes ao Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC) durante a libertação de sete soldados senegaleses capturados e levados para a Gâmbia, a 14 de Fevereiro de 2022 (arquivo)

O exército senegalês lançou uma operação militar contra os rebeldes na região sul de Casamança, disse o chefe do Estado-maior numa declaração no final do domingo.

“No âmbito da sua missão de segurança de pessoas e bens, o exército no domingo 13 de Março de 2022, lançou uma operação com o objectivo principal de desmantelar as bases da facção de Salif Sadio do Movimento das Forças Democráticas de Casamança, MFDC", disse a declaração, acrescentando que a " operação visa igualmente destruir todos os bandos armados que participam em actividades criminosas na região".

"O exército continua determinado... a preservar a integridade do território nacional a todo o custo", concluiu a nota.

O Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC) tem conduzido um conflito separatista de baixa intensidade no sul do Senegal desde 1982, que já custou vários milhares de vidas.

O MFCD está dividido em várias facções, sendo uma delas chefiada por Salif Sadio.

No último confronto a 24 de Janeiro, quatro soldados senegaleses foram mortos e sete capturados vivos e levados através da fronteira para a Gâmbia.

Os sete foram libertados a 14 de Fevereiro.

Casamança foi uma possessão portuguesa durante centenas de anos até ser cedida à França em 1888.

Tornou-se parte do Senegal depois de o país ter conquistado a independência em 1960.

A região, que tem uma cultura e língua distintas, está separada geograficamente do resto do Senegal pelo rio Gâmbia, em torno do qual se situa o minúsculo Estado da Gâmbia.

Nesta segunda-feira, 14, o porta-voz do Governo da Gâmbia, Ebrima Sankareh, disse que várias aldeias fronteiriças do país têm vindo a registar pessoas deslocadas internamente desde a noite de domingo.

O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, ordenou o aumento das patrulhas, acrescentou Sankareh numa declaração, jurando proteger a nação "contra qualquer potencial ameaça estrangeira".

"A Gâmbia não será utilizada como plataforma de lançamento nem permitirá que ninguém entre no país com armas e munições", acrescentou a declaração

Os rebeldes da Casamança, acusados de tráfico de madeira e cannabis pelo Senegal, têm tradicionalmente procurado refúgio na Gâmbia ou na Guiné-Bissau, que também faz fronteira com o Senegal.

O conflito tinha estado na sua maioria adormecido até que o exército do Senegal lançou uma nova e importante ofensiva no ano passado, concebida para expulsar os rebeldes.

O Presidente senegalês Macky Sall fez da "paz definitiva" em Casamança uma prioridade do seu segundo mandato.

(AFP)

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