sábado, 06 fevereiro, 2016. 07:01 UTC

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    EUA exortam governos e religiosos a condenarem filme que insulta Maomé

    Secretária de Estado, Hillary Clinton diz tratar-se de um filme deplorável e condenável com qual o governo americano não tem nada a ver

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    Redacção VOA
    A Secretária de Estado norte-americana denunciou hoje o filme insultante do Islão que provocou a cólera dos muçulmanos. Hillary Clinton considerou o filme de “deplorável e condenável” com o qual o “governo americano não tem nada a ver.”

      A revolta anti-americana está a alastrar-se pelo Médio-Oriente após o trágico incidente de Terça-feira em Benghazi que vitimou o embaixador Christopher Stevens e mais três outros diplomatas americanos.

    A chefe da diplomacia americana exortou igualmente aos governos e responsáveis religiosos a condenarem a violência que se seguiu a publicação do filme  “Inocencia dos Muçulmanos” na internet.

    Hoje o ponto mais alto dos protestos foi o Iémen, onde os manifestantes assaltaram as instalações da embaixada americana em Sanaa tendo incendiado as viaturas diplomaticas, pouco antes de terem sido dispersados pelas forças de segurança. Os revoltosos incendiaram um número não identificado de veículos diplomáticos, pouco antes de terem sido dispersados pelos seguranças que usaram canhões de água e tiros de aviso.

    No reino de Marrocos, cerca de quatrocentas pessoas na sua maioria jovens, manifestaram-se em Casablanca, a pouco mais de 200 metros do consulado americano. O protesto foi seguido de perto por uma forte presença policial.

    Na Tunísia, cerca de trezentos militantes salafistas tentaram forçar o perímetro de segurança em torno da embaixada americana em Tunis. Os manifestantes queimaram a bandeira americana ao mesmo tempo que gritavam – “Alá aqbar” (Deus é grande) – e outros slogans anti-americanos. Cinco pessoas acabaram detidas nos confrontos que se produziram na ocasião.

    Na Faixa de Gaza, Palestina, dezenas de pessoas também protestaram contra os Estados Unidos diante dos escritórios das Nações Unidas. A multidão incediou bandeiras americanas e fotos do pastor Terry Jones, o homem que se notabilizou por ter queimado o Alcorão, e que muito recentemente apoiou o filme que despoletou esses incidentes.

    No Iraque, no centro do país, em Kut os partidários do jovem clérigo radiacal chiita Moqtada al-Sadr queimaram bandeiras americana e israelita em denúncia do filme do alegado realizador israelo-americano Sam Bacile. O chefe da milícia chiita iraquiana Assaïb al Hak, Kaïs al Kazhali declarou que “o insulto feito ao profeta Maomé colocava todos os interesses americanos em perigo” e advertiu que esse acto não será perdoado.

    No Cairo os protestos continuaram ainda hoje no exterior da embaixada americana tendo a polícia recorrido ao uso de gas lacrimogéneo para dispersar cerca de duas centenas de jovens. Ontem os manifestantes tinham escalado a vedação da embaixada e rasgado a bandeira que se encontrava no local.

    Depois da morte em Benghazi na Líbia, do embaixador Christopher Stevens e de mais tres outros diplomatas, Washington enviou dois Navios destroyers, um contingente de fuzileiros anti-terroristas e investigadores do FBI para proteger os americanos e ajudar na caça de suspeitos extremistas que conduziram o ataque da Terça-feira.
    A administração Obama ordenou igualmente a evacuação de todo o pessoal diplomatico americano de Benghazi para Tripoli.

    Os responsáveis americanos suspeitam que o ataque contra o consulado e outras instalações consideradas de segura em Benghazi pode ter sido uma planeada, coordenada e complexa operação, em contraste com os protesto inicial no Cairo, que pareceu ser um acto espontâneo. Washington afirma que militantes armados devem ter usado os eventos de Cairo para camuflar a acção de Benghazi, mas os responsáveis americanos reconhecem ser ainda muito cedo para determinar quem matou o embaixador Stevens e os seus três colegas.

    O presidente egípcio, Mohamed Morsi, por sinal um islamista, condenou hoje o que chamou de “actos atentatorios” ao profeta Maomé rejeitando entretanto a violencia que  se seguiu a publicação do filme. Morsi disse que os Egípcios recusam todo tipo de agressão ou de insulto ao seu profeta, mas que era o dever deles proteger os hópedes e aqueles que vinham do estrangeiro.

    O filme de Sam Bacile continua assim a provocar furor do muçulmanos. Países como Afeganistão e Indonésia ja tomaram medidas para bloquear o seu acesso através da internet.
    O governo indonésio através do seu ministro de comunicação, anunciou ter pedido a Youtube para bloquear a banda anuncio do filme em questão.
    No Afeganistão as autoridades anunciaram o encerramento por tempo indeterminado do acesso a Youtube como forma de evitar que as pessoas possam aceder ao mesmo filme.
    O forúm foi encerrado
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