quarta-feira, 05 agosto, 2015. 08:26 UTC

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Ben Affleck engaja-se políticamente pelo Congo-Kinshasa

Indignado com a desgraça da população do leste da RDC, actor americano foi ao Congresso pedir ajuda para milhões de civis desajolados e abusados pelas forças rebeldes e governamentais

O voluntarismo de Ben Affleck está para a República Democrática do Congo, como o de George Clooney está para o Darfur, no Sudão - Fotografia do actor americano na sua audiência no Congresso dos Estados Unidos. Dec - 2012
O voluntarismo de Ben Affleck está para a República Democrática do Congo, como o de George Clooney está para o Darfur, no Sudão - Fotografia do actor americano na sua audiência no Congresso dos Estados Unidos. Dec - 2012

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Redacção VOA
O actor Ben Affleck pediu aos membros do Congresso para pressionarem a favor de uma maior liderança Americana nos esforços para a paz no Congo.

Na mesma audiência no Congresso um alto diplomata americano disse que a administração americana considera que a segurança vai ser a prioridade nos programas de ajuda a República Democrática do Congo.
 
O actor de cinema americano Ben Affleck visitou o Congo-Kinshasa dez vezes e criou uma agência para ajudar a população civil na região leste do país, vítimas de sofrimento causado pela retoma em Abril, dos combates entre os rebeldes do M23 e as tropas governamentais.

Affleck disse ontem perante os congressistas que a última vaga de violência não é nada de novo para a população da RDC.

“De 1998 a 2003, oito países africanos participaram na luta no Congo, causando a morte de milhões de pessoas, forçando milhares de crianças a tornarem-se em crianças-soldados, e em algumas áreas do Congo pelo menos entre duas ou três mulheres estão sujeitas a violações sexuais e outras formas de violência sexual.”

As Nações Unidas estimam que desde que o M23 começou os ataques no início deste ano, cerca de 1 milhão de cidadãos congoleses foram deslocados das suas áreas de residência.

Alguns congressistas presentes a sessão de ontem, criticaram as forças de manutenção de paz das Nações Unidas na região, e a administração Obama, por terem falhado em acabar com a violência, particularmente os ataques sexuais contra as mulheres e crianças.

James Jay Carafano da Fundação Conservadora Heritage disse perante o Comité dos Serviços Armados da Câmara dos Representantes, ser o momento para os políticos americanos darem atenção ao agravamento da situação no leste do Congo.

“Parem em fazer o que não está a funcionar. Os capacetes azuis das Nações Unidas têm sido um falhanço. Os nossos esforços para reformar o Exército congolês têm sido um falhanço.”

Os Estados Unidos estão a gastar 480 milhões de dólares por ano no apoio ao Congo-Kinshasa incluindo no treino de algumas unidades das forças armadas daquele país.
Responsáveis do Departamento do Estado disseram que o dinheiro está sendo bem gasto, e que os esforços para a capacitação de militares congoleses devem ser acrescidos. O Secretário Assistente para África, Johnnie Carson assegurou aos congressistas que a República Democrática do Congo é uma prioridade para a administração Obama.

“O governo dos Estados Unidos está ao mais alto nível comprometido em apoiar a RDC e a região a obter a paz sustentável.”

O actor Ben Affleck disse por sua vez ser necessária a liderança americana, mas que não estava a pedir ao Congresso que dê mais dinheiro a favor dos programas de ajuda.

O Departamento do Tesouro já determinou que todos os bens, ou seja, contas bancárias dos 2 líderes rebeldes do M23 fossem congelados em resultado desse grupo estar a recrutar e operar contra crianças durante o conflito com o governo de Kinshasa.
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