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Human Rights Watch acusa soldados do AMISON de violarem mulheres na Somália


Forças da União Africana na Somália
Forças da União Africana na Somália

Num relatório hoje publicado aquela organização pormenoriza como alguns soldados da União Africana têm abusado das mulheres que aparecem nas suas bases á procura de ajuda.

A organização Human Rights Watch acusou alguns soldados da Missão da União Africana na Somália, conhecida pela sigla AMISON, de violarem e explorarem mulheres e raparigas nas suas bases em Mogadíscio.

Num relatório hoje publicado, aquela organização baseada em Nova Iorque pormenoriza de que modos alguns soldados da União Africana têm abusado das mulheres que aparecem nas suas bases procurando ajuda ou assistência médica.

Falando à imprensa em Nairobi, Laetitia Bader, uma pesquisadora da Human Rights Watch, descreveu assim a situação: “Durante o último ano, alguns soldados do AMISON, dos contingentes do Uganda e do Burundi, em Mogadíscio tiraram partido da sua posição para seduzirem mulheres, ou violaram mesmo sexualmente mulheres e raparigas, em duas das suas bases em Mogadíscio”.

As forças da União Africana desempenharam um papel primordial na expulsão dos militantes do grupo al-Shabab da capital e de grande parte do sul e do centro do país libertando milhares de somalis da repressão daquele grupo terrorista.

Contudo, nas suas bases alguns soldados e comandantes têm também vindo a cometer crimes de violação sexual.

Em resposta às alegações da Human Rights Watch, o porta-voz da AMISON, Eloi Yao, afirma que a missão não deve ser julgada pelas acções de alguns dos seus elementos.

Yao prometeu uma investigação completa para levar à justiça os responsáveis pelos abusos sexuais: “Não estou a minimizar esses casos, mas o relatório está a conferir uma falsa imagem ao AMISON. Vamos trabalhar de perto com o Governo e com os nossos parceiros para que esses casos sejam analisados correctamente e que os culpados sejam punidos de modo apropriado.”

Segundo as Nações Unidas só no ano passado registaram-se em Mogadíscio cerca de 800 casos de violência sexual.

Contudo organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que muitas violações nunca chegam a ser contabilizadas porque as mulheres temem que se as denunciarem podem ser marginalizadas e alvo de represálias.

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