quinta-feira, 24 abril, 2014. 19:06 UTC

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UNICEF trata número sem precendentes de crianças com má-nutrição no Sahel

Situação da seca e da crise alimentar obrigaram a intervenção da agência da ONU para salvar mais de um milhão de crianças

Nações Unidas afirmam ser menos caro prevenir do que tratar a malnutrição infantil
Nações Unidas afirmam ser menos caro prevenir do que tratar a malnutrição infantil

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Redacção VOA
A UNICEF anunciou que as agências humanitárias trataram este ano um número recorde de crianças em situação de risco de vida por causa da má-nutrição na região do Sahel na África Ocidental.

Especialistas afirmam que os efeitos na saúde da má-nutrição em crianças são irreversíveis nessa região assolada por malnutrição crónica.

Estima-se que 1,1 milhão de crianças na região do Sahel foram vítimas de má-nutrição em 2012, em resultado da seca e da severa crise alimentar que agravaram os já conhecidos níveis de malnutrição crónica na área.

De acordo com a UNICEF, até ao final do ano, 850 mil dessas crianças terão recebido ajuda alimentar de emergência e outros tratamentos. Manuel Fontaine é director interino da UNICEF para a região do Sahel.

“Temos todos, feito um grande esforço, e isso é o que conseguimos. Com certeza que, é grande, mas que também significa que, algumas crianças infelizmente não foram atendidas.”

A UNICEF adianta que a subnutrição contribui para mais de metade do número de crianças mortas no Sahel. A má-nutrição torna as crianças mais vulneráveis a todas outras doenças, tais como a diarreia ou a malária.

O Fundo para Educação e Infância das Nações Unidas indica por outro lado, que sem um tratamento adequado, uma criança que padece de malnutrição profunda tem nove vezes mais probabilidade de morrer do que uma criança bem nutrida.

Felicite Tchibinda é conselheira regional da UNICEF, e afirma que a prevenção da malnutrição é particularmente importante durante os primeiros dois anos de vida.

“Vê-se que as crianças malnutridas nos primeiros anos de vida têm um alto risco de doenças cardiovasculares, pressão arterial alta e todos outros tipos de doença. Há também os prejuízos cerebrais, que são irreversíveis, porque nesta fase de crescimento precisam de nutrientes, e de cuidados que não têm. A longo prazo, essas crianças têm mais atrasos as vezes na escola, de ano e meio em relação aos colegas normais. Há igualmente o impacto nos seus coeficientes intelectuais.”

O crescimento físico através do atrofiamento é também um dos problemas resultantes da malnutrição. Um estudo realizado este ano pelas organizações World Vision e Save the Children revela que uma média de duas a três raparigas no Níger, têm 8,5 centímetros de menos em relação a média de suas idades. O estudo adianta que muitas dessas crianças raquíticas jamais recuperarão a altura ou o peso perdidos, e ainda que esses efeitos da malnutrição podem ser visíveis nas gerações seguintes de crianças nascidas de mães que tiveram problemas de crescimento, através de crianças que nascem com o baixo peso.

A UNICEF adianta também que a prevenção da malnutrição acaba por ser menos caro, que o seu tratamento. As Nações Unidas concluíram que para o tratamento de uma criança com má-nutrição profunda, são necessários entre 80 a 120 dólares, conquanto que a prevenção custaria pouco menos 30 dólares para cada criança.
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