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Raptos e homicídios de albinos preocupam Governo moçambicano


Fires continued to burn Oct. 11, 2017 in Sonoma County, Calif. The fires destroyed hundreds of buildings across several counties, and authorities evacuated more people.
Fires continued to burn Oct. 11, 2017 in Sonoma County, Calif. The fires destroyed hundreds of buildings across several counties, and authorities evacuated more people.

Os albinos em Moçambique continuam a enfrentar ameaças à sua integridade física devido a crenças que sugerem que eles têm poderes mágicos.

A Procuradoria-Geral da República estuda estratégias para prevenir mais eficazmente e combater o fenómeno de rapto e homicídio de cidadãos albinos.

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Uma das medidas previstas é o reforço da cooperação com os países da região com os quais Moçambique faz fronteira, em especial a Tanzânia, onde já foram reportados casos de perseguição de pessoas com problemas de pigmentação da pele.

Andam a raptar, traficar, matar e extrair órgãos ou partes do corpo de cidadãos albinos.

A PGR enviou para o terreno uma equipa liderada pela magistrada Amabélia Chuquela, que visitou as cidades de Nampula, Nacala-Porto e Angoche.

Chuquela reuniu-se com vários elementos ligados à administração da justiça e com populares e os próprios albinos que lhe contaram horrores sobre a perseguição de que são alvo.

O rapto, tráfico e homicídio de albinos é um fenómeno considerado novo em Moçambique.

Ainda não há certezas sobre as reais motivações desses crimes, mas pensa-se que quem está por detrás de tudo sejam cidadãos estrangeiros, que tratam os albinos como mercadoria e que usam os órgãos ou partes do corpo desses indivíduos com pigmentação na pele para fins mágicos ou obscurantistas.

Dados divulgados indicam que já foram raptados e assassinados 23 albinos, na província de Nampula, havendo pelo menos 40 suspeitos detidos.

A Procuradora-Geral Adjunta, Amabélia Chuquela, diz que as autoridades vão ter que investigar mais a fundo para encontrar respostas e prender todos os culpados.

No entender do Ministério Público, para conseguir isso, vai ser necessário contactar e estabelecer parcerias com outros países da região com os quais Moçambique faz fronteira, designadamente Malawi, Zâmbia e Tanzânia.

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