sábado, 20 setembro, 2014. 09:57 UTC

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Rafael Marques diz haver cada vez menos liberdade em Angola

Jornalista e activista cívico angolano foi a Bruxelas falar do processo democrático angolano pos-eleições e não poupou críticas a governação do MPLA

Rafael Marques, jornalista e activista cívico angolano (Arquivo)
Rafael Marques, jornalista e activista cívico angolano (Arquivo)

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  • Rafael Marques convidado de euro-deputados em Bruxelas

Redacção VOA
O jornalista angolano Rafael Marques disse hoje a Voz da América que não está a espera que a União Europeia mude o que seja em Angola.

Marques esteve ontem no Parlamento Europeu para falar do processo democrático em Angola a seguir as eleições gerais de Agosto.

Para Rafael Marques há cada vez menos liberdade e condições de vida no seu país, e o poder está concentrado nas mãos do presidente da república, José Eduardo dos Santos...
 
O jornalista e activista cívico angolano confirmou que foi a Bruxelas a convite de eurodeputados que se mostram preocupados com a situação política e dos direitos humanos em Angola, entre eles a portuguesa, Ana Gomes.

“E foi em resposta a esse que fui à Bruxelas falar de Angola, porque é importante que haja um conhecimento ao nível dos fóruns internacionais sobre a realidade de Angola, para que não seja aquela apenas veiculada pela propaganda oficial.”

Marques diz que após as eleições gerais de Agosto último o panorama político angolano é cada vez mais pesaroso com menos liberdade e direitos. O jornalista adianta que o partido MPLA legitimou-se com umas eleições que serviram para distribuir as cartas de um novo momento político em que a oposição vai continuar a ser uma figura passiva.

“O registo eleitoral foi completamente manipulado, é só ver a matemática dos resultados, basicamente foi o MPLA como forma de pressão cedeu 16 deputados a UNITA e rearranjou o número de deputados que o resto da oposição detinha entre os diferentes partidos. O PRS que detinha 8 passou a deter 3, a CASA-CE que surgiu com muita força passou a deter 8 e a FNLA que tinha 3 passou a 2 e a Nova Democracia desapareceu.”

Rafael Marques diz que ainda assim o problema na está na nova aritmética dos assentos parlamentares, mas sim no jogo político que se desenhou com a actual constituição em que o presidente José Eduardo dos Santos, tornou-se no depositário de todos os poderes. Poderes esses sem balizas de separação.

“E são esses problemas que deviam ser abordados através de um debate sério e democrático em Angola que não estão a ser, porque não há espaço de debate em Angola. E mais, o exemplo clássico de que estas eleições foram apenas uma celebração da corrupção em Angola é o facto do presidente estar a fazer a transferência dos fundos do petróleo para a gestão privada do seu filho. Há menos liberdade de imprensa, há menos liberdade de manifestação, não há água em Luanda, não há luz em Luanda, o comboio Luanda-Malanje já raramente funciona, os grandes projectos feitos de reconstrução nacional pela China…temos a situação do Kilamba em que o próprio presidente já lá foi e reconheceu que é uma cidade fantasma.”
  
O jornalista e activista cívico angolano disse que deixa Bruxelas com o sentimento de dever cumprido e que não esteve ali com o propósito de sensibilizar a União Europeia a pressionar o jogo político em Angola.

Rafael Marques realçou que a mudança da situação política no seu país caberá aos angolanos e em último caso com o apoio de amigos de Angola e aqueles e que se identificam com a causa da democracia e dos direitos humanos.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: manuel de: Lisboa
19.11.2012 11:42
Eu pergunto me sempre o que fazer para podermos mudar esta cituação? Não basta comentarmos, concordar com... e opinarmos a cerca de...temos de fazer qualquer coisa.


por: Francis
19.11.2012 02:41
A Raiz do MPLA esta bem plantada sobre Angola, ela foi cimentada pela corrupcao que vem de cima e distribuidas entre Generais e Ministros Governantes de Angola, tanto que o mais absurdo desta Raiz e o grande poder Economico que os Filhos do JES detem e Monopolizam em Angola dos quais se converteram como os Donos e os mais Capitalistas de Angola onde detem os maiores Monopolios. JES nao saira do Poder nem por sonhos, porque o mesmo se sente nao como o Presidente de Angola, mas sim como O REI de Angola. A comunidade Internacional precisa distituir o JES para mostrar ao MPLA como se Governa em termos de uma Democracia e dar-lhes uma grande licao para que nunca mais venham a Governar em Angola e nao da forma que o povo Angolano e Governado. Um Governante e como se fosse escravo e servidor do povo e nao o povo que o elegeu seja seu escravo como e o caso dos Angolanos. O Governante Angolano vive como Rei e o Povo cada vez mais Miseravel, o Governate Angolano nao presta contas ao Povo que o elegeu, o Povo miseravel com o pouco que tem, tem de prestar contas ao Governate e ser submisso a sua diatura. O politico e um servidor para o Povo e nao um escravizador como no caso que temos visto em Angola.


por: Anónimo
16.11.2012 22:37
quem suporta o jose eduardo dos santos sao os iluminates europeus q sabem q a crise europeia esta em primeiro lugar , o probleme de angola e o ultimo , o jose eduardo dos santos injecta dinheiro de angla para suportar a crise europeia e por sua vez os tais iluminates o manteem no poder o resto e hipocresia da europa america , china , rusia etc , os direitos humanos sao teorias , na africa nao existe tais direitos , a democracia e para os europeus , a africa e um laboratorio de ensaio de praticas de VAMPIRISMO , CORRUPCAO , DITADURA , e por isso os brasileiros dizem SO FALA QUEM SABE " VALE TUDO "


por: Pantera-Negra de: Luanda-Angola
16.11.2012 14:37
Caro irmão Rafael Marques, que Deus ilumine o seu caminho e continue dando-lhe forças para ajudar-nos a resgatarmos Angola, nossa linda pátria a terra de nossos ancestrais e que nos viu nascer, um povo unido jamais será vencido, orgulhamo-nos pela a sua bravura, coragem, patriotismo e dedicação.

Bem haja e votos de muita saúde na companhia dos seus, se Deus é por nós ninguém será contra nós.

Abraços.


por: José João de: Benguela
16.11.2012 06:23
Caros coocidadãos, todos aqueles que se reveem no MPLA fazem -no de maneira fanática. Depois de certo tempo aperceber-se-ão do erro e se arrependerão, pois que, infelizmente, eles n~eo se detêm a analizar os principais problemas do país. Infelizmente os supostos analistas são mais activistas do regime e não conseguem fazer uma análise crítica. Só pensam nas casas que lhes são prometidas na centralidade do Kilamba. Uma centralidade edificada somente para os militantes do MPLA. O presidente da república mentiu ao prometer ser presidente de todos os angolanos. As consequências disso já estão a vista! Muitos militantes de partidos da oposição vão para o MPLA não por convicção mas por desespero por saberem que por fraudes sucessivas o MPLA nunca será derrotado nas urnas e, consequentemente, quem não for do MPLA nunca terá direito a nada. A vontade do MPLA é instaurar novamente o mono partidarismo por força da imprensa pública nacional e da imprensa privada que só os filhos do Presidente da república têm direito. è necessário que a oposição encontre uma maneira de conseguir a sua imprensa privada. O dia chegará em que o povo há-de agradecer à oposição e à nós que despertamos as pessoas com os nossos comentários. Deus nos protegerá dos tiranos que até já causaram divisão da igreja Tocoísta com a manipulação do Dom Afonso nunes e a qualquer momento procederá de igual modo com a igreja Católica com a manipulação do Cónego Apolónio Graciano.

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