segunda-feira, 21 abril, 2014. 02:13 UTC

Notícias / Angola

Namibe: A pobreza é a principal causa do abandono à paternidade

Filhos de pais separados ou divorciados são muitas vezes vitima do egoísmo dos progenitores

Tribunal provincial do Namibe (VOA / Armando Chicoca)
Tribunal provincial do Namibe (VOA / Armando Chicoca)
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Armando Chicoca
— A pobreza, o adultério, as desconfianças e a falta de prudência são de entre as principais causas dos conflitos nas famílias.

As crianças acabam por ser as principais vítimas do egoísmo dos pais desembocando na argola da instabilidade das famílias.


Depois da reflexão sobre a fuga a paternidade a Voz de América ouviu algumas mulheres, pais, alguns deles julgados processos de alimento e não só, também trazemos aqui o juiz da sala de família.

As mulheres defendem dizendo que a sua honra tem muito a ver com a atitude da mulher, na escolha do parceiro e condenam a tendência de banalização do nome da mulher, por falta de prudência na relação conjugal.

Marisa Fernanda defende que as mulheres devem ser mais fortes, agindo com cabeça e deixar de parte o coração enganador.

No Instituto Hélder Neto, encontramos o testemunho de um professor que diz ter enfrentado o tribunal, pelo facto de ter agido nos termos do direito costumeiro, depois de ter-se confrontado com o adultério da parte de sua parceira.

O Juiz Cândido Paulino, da sala de família, hoje, tem uma visão completamente diferente à do passado, no tratamento destes assuntos, ligados a família, tendo verificado que "para algumas pessoas (a pensão de alimentos a pagar às mães de menores) se tornou num negócio".

Sublinhando que não são todas, o juíz disse ser "verdade que há senhoras com (muitos) filhos, com pais diferentes, e que acabam intentando acções para todos eles, para fazer disso uma o seu sustento e não para acudir às necessidades mais elementares dos filhos".

Cândido Paulino disse que esse fenómeno será combatido para defender a dignidade da justiça.
O forúm foi encerrado
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Comentários
     
por: D. Agostinho de: Luanda
21.11.2012 21:11
O abandono à paternidade nada tem a ver com a pobreza. Tem a ver sim com a falta de caráter e com a falta de formação moral que impera na sociedade angolana na actualidade. A Lei tem de ser mais dura com esses irresponsáveis. Os nossos antepassados criaram os seus filhos na mais completa miséria e estamos hoje aqui, não fomos abandonados, nem negligenciados. Haja moralidade...

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