sexta-feira, 01 agosto, 2014. 22:29 UTC

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Na Huíla professores falam de novo em greve

Governo central não responde às questões salariais

Poderá ficar sem aulas
Poderá ficar sem aulas
Teodoro Albano
Os professores na provincial da Huíla poderão entrar de novo em greve se o governo central não responder ás suas reivindicações salariais.




Em Maio os professores suspenderam uma greve depois de um acordo estipulando um prazo para a solução das suas demandas.

Há promessas de resolução de algumas dessas reivindicações e 50 dias depois da suspensão da greve na educação na Huíla o sindicato dos professores (SINPROF) dá ténues sinais de satisfação com os pequenos resultados produzidos pela comissão conjunta criada com o governo local.

Segundo o SINPROF no plano teórico fruto das negociações, existe já a promessa de que os subsídios de férias do presente ano serão pagos em Dezembro contra as injustiças do passado. Há de igual modo a garantia de que os subsídios de exame começam a ser processados entre Outubro e Novembro próximos.

A abertura do governo ao diálogo e a promessa de actualização salarial a qualquer momento são vistas também como pontos positivos pelos docentes.

Apesar dos avanços, o secretário do SINPROF no Lubango e membro da comissão conjunta, Osvaldo Congo, fez saber a Voz da América que tudo não passa ainda de questões teóricas.

“ No nosso nível diremos que é um ganho quando se trata de questões práticas. Veremos quando isso se vai materializar, uma vez também que nós estamos preocupados com o tempo. Já se passam 50 dias dos 120 dias dados e até aqui não se reflecte nada nas folhas salariais, com este tempo não sei se será satisfatório a resolução de toda a reivindicação,” disse

A actualização salarial e o pagamento de alguns subsídios em atraso são frequentemente remetidos a responsabilidade do governo central.

Para o sindicalista, Osvaldo Congo, o silêncio das autoridades centrais  face ao exposto inquieta os professores que alertam que um novo regresso a paralisação não está colocado de parte.

“Temos que ter um documento oficial que diz que a documentação das actualizações de categoria está no ministério x no mês tal vai se reflectir nas folhas salariais. Infelizmente não temos essa informação nem por parte do governo provincial nem por parte do governo central. Há situações que é de âmbito central e o governo central não se pronuncia, então é complicado. Nós temos que saber que o tempo está esgotar, esgotando o tempo nós vamos entrar mesmo em greve, isto tem que se saber que é uma certeza,” acrescentou

A ausência de resposta positiva do governo ao caderno reivindicativo dos professores já esteve na base de uma greve de duas semanas no passado mês de Maio. A criação de uma comissão conjunta para tentar dirimir as diferenças no prazo de cento e vinte dias suspendeu a paralisação na educação.
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