sábado, 25 outubro, 2014. 12:38 UTC

Moçambique

Maputo: Polícia dispersa manifestação de veteranos

A intervenção policial paralisou temporariamente a baixa de Maputo e nem mesmo jornalistas escaparam à actividade policial.

Blindado da polícia moçambicana
Blindado da polícia moçambicana
William Mapote
Em Moçambique, a polícia recorreu hoje ao  gás lacrimogénio e a jactos de água para dispersar  ex-combatentes que estavam concentrados juntos ao gabinete do primeiro-ministro.


A intervenção policial paralisou temporariamente a baixa de Maputo e nem mesmo jornalistas escaparam à actividade policial.

A manifestação, que se pretendia pacífica, para exigir o pagamento de pensões referentes ao tempo em que estiveram ao serviço da guerra civil terminada em 1992, teve uma resposta de força por parte das autoridades governamentais que estavam dispostas a tudo fazer para dispersar os desmobilizados.

Eram 11 horas da manhã quando um contingente policial, composto por cerca de duas dezenas de elementos, fortemente armados, chegou ao local com avisos de evacuação, principalmente para os jornalistas que cobriam a concentração dos ex-combatentes.

A manifestação desta terça-feira foi dirigida pelo porta-voz dos desmobilizados, Constantino Wiliamo. Até ao fecho da nossa edição, desconhecia-se o seu paredeiro.

O vice-ministro do Interior, José Mandra, defendeu entretanto a operação policial, não obstante contrariar o direito à manifestação que é um direito constitucional.

Os ex-combatentes prometem não desarmar e dizem que voltarão a protestar nos próximos dias seja qual for o custo que isso vier a ter.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: Anónimo
27.02.2013 15:15
Mesmo assim o governo nao pensa que maid forte. Sobretudo o antigo combatente seria o individuo mais respeitado neste pais, porque na alyura nao se falava de doutores, mas sim eram esses chamados hoje analfabetos que nao tem direito de receber pelomenos 3.000 meticais. Ontem nem se reparava o que e que ele era, tanto tempo passa sem ser dado a pensao que ele tem direito. Na Beira vai espuldir uma manifestacao que o geverno nao perceber e nao sabe quando.

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