sexta-feira, 31 outubro, 2014. 16:20 UTC

Moçambique

Maputo: Doze anos depois, Vicente Norotan Ramaya, foi hoje restituído a liberdade

Vicente Ramaya, um dos seis elementos condenados pela morte do jornalista Carlos Cardoso, saíu em liberdade

Ramaya (centro) advogado Abdul Gani (direita)
Foto de Urgel Matula
Ramaya (centro) advogado Abdul Gani (direita) Foto de Urgel Matula
William Mapote
Doze anos depois, Vicente Norotan Ramaya, um dos presos mais famosos do país, foi hoje restituído a liberdade condicional, por bom comportamento, após cumprir a pena a que está condenado.

Passava pouco depois das 17 horas em Maputo, quando os oficiais de justiça saíam do edifício do Comando Geral da Polícia, onde Ramaya estava encarcerrado, alegadamente por motivos de maior segurança.


Num ambiente bastante discreto, presenciado por um grupo de jornalistas nacionais, pelo advogado de defesa, advogado de defesa e acompanhado por um grupo de cerca de dez elementos da polícia, Vicente Ramaya, um dos seis elementos condenados pela morte do jornalista Carlos Cardoso, saía em liberdade.

Sem prestar declarações Ramaya, que cumpriu metade dos pouco mais de 23 anos a que fora condenado, foi conduzido a sua luxuosa residência, localizado no bairro central, um dos mais nobres da capital moçambicana.

Para além de envolvimento como mandante da morte de Cardoso, Ramaya foi também condenado pelo desfalque do extinto Banco Comercial de Moçambique, onde era um dos gestores, no valor de 144 biliões de Meticais.

A saída em liberdade de Ramaya está em volto de alguns questionamentos por parte da opinião pública e do meio forense.

Para além da advogada da família Cardoso, Lucinda Cruz, que em entrevista a agência Lusa questionou a libertação antes do pagamento da indemnização fixada poelo tribunal, informações ainda por confirmar indicam que o Ministério Público apresentou um recurso da decisão.
O forúm foi encerrado
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