sábado, 25 abril, 2015. 08:46 UTC

Moçambique

Moçambique devolve 5 mil ilegais a países de origem

Esta semana deu que falar o caso dos portugueses obrigados a regressarem a Lisboa.

Vista da cidade de Maputo (Moçambique)
Vista da cidade de Maputo (Moçambique)
Simião Pongoane
Durante o ano passado Moçambique devolveu aos seus países de origem, mais de 5 mil cidadãos estrangeiros de diferentes nacionalidades por não reunirem condições para entrar e permanecer no país.

Esta semana deu que falar o caso de um grupo de portugueses que teve de regressar a Lisboa.


Segundo o director nacional da migração, Armando Fietines, citado pelo jornal Notícias, publicado em Maputo, entre os vários motivos destacam-se a entrada e permanência ilegal no território nacional, falsificação de documentos de viagem, falta de comprovativo de meios de subsistência durante a permanência e de visto de entrada e passagem de regresso aos países de origem.

Fietines disse que há pessoas que entram em Moçambique para fazer turismo, mas quando lhes perguntam onde é que vão hospedar-se ou viver durante a sua estadia, não sabem dizer e outras dizem que vêm a Moçambique para trabalhar, mas não sabem para qual empresa.

Armando Fietines revelou que em 2011 o número de repatriados foi de 4.993 contra 5.618 registado, em 2012 sendo que os cidadãos de nacionalidade paquistanesa, tailandesa, nigeriana, bengali e chinesa são os que mais procuram entrar no território nacional por vias ilegais.

Mas o caso mais recente de imigração ilegal ocorreu esta semana, quando oito cidadãos portugueses foram recambiados para o seu pais de origem pelo facto de não possuírem bilhete aéreo de regresso e outros que vinham a Moçambique trabalhar, mas não apresentaram o vínculo contratual e nem sabiam dizer para que instituições iriam trabalhar.

Os repatriados fazem parte de um total de 27 cidadãos portugueses cujos vistos levantaram suspeitas às autoridades policiais logo que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Maputo.

O processo dos restantes 19 ainda está a ser analisado pelas autoridades de migração de Moçambique com a colaboração da embaixada de Portugal.

O embaixador Português, Mário Godinho, desdramatizou recentemente os números de imigrantes lusos reportados pela imprensa moçambicana Mário Godinho disse que “os números não são de grande amplitude que às vezes aparece na comunicação social”.

Segundo o diplomata português, nos últimos meses chegam a Moçambique cem portugueses em média por mês: uns contratados por empresas lusas e outras à procura de oportunidades de emprego ou de estabelecer negócios.

Mas o embaixador reconheceu que o impacto da crise em Portugal é muito forte sobre a camada jovem com formação académica universitária, mas que não consegue emprego.
O forúm foi encerrado
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