quinta-feira, 02 outubro, 2014. 08:23 UTC

Moçambique

Moçambique: Primeiro encontro entre Governo e Renamo não produz resultados

O Governo e a Renamo, maior partido da posição, reuniram-se nesta segunda-feira, no primeiro encontro negocial, em resposta as exigências feitas por Afonso Dhlakama, que reclama revisão de parte dos compromissos assumidos há 20 anos, no quadro dos Acordos Gerais de Paz.

Moçambique – Poster do documentário “Caminhos da Paz” de Sol de Carvalho
Moçambique – Poster do documentário “Caminhos da Paz” de Sol de Carvalho
William Mapote
O Governo e a Renamo, maior partido da posição, reuniram-se nesta segunda-feira, no primeiro encontro negocial, em resposta as exigências feitas por Afonso Dhlakama, que reclama revisão de parte dos compromissos assumidos há 20 anos, no quadro dos Acordos Gerais de Paz.

Sem acordos a vista, as duas delegações aparecerem à imprensa, ao fim de três horas e meia de conversações, demonstrando que faltam entendimentos sobre o problema de fundo a ser debatido pelas partes.

Manuel Bissopo, secretário-geral da Renamo, que também encabeça a delegação desta força política ao encontro, disse que o seu partido apresentou fundamentalmente cinco questões de relevo, nomeadamente a matéria da defesa e segurança, os processos eleitorais, a exclusão no benefício dos ganhos da economia, a despartidarização do Estado e o acesso à Função Pública:

“Estes pontos foram apresentados ao governo e nós esperamos que dentro de um prazo de sete dias, a partir de hoje, se pronuncie para o prosseguimento do processo ora iniciado”, disse Bissopo, apontando que a Renamo quer que o próximo encontro tenha lugar em qualquer província da região centro do país, à escolha do governo.

O secretário-geral da Renamo lamenta, no entanto, o facto de o Governo não reconhecer em nenhum momento a legitimidade das questões levadas, no encontro, pelo seu partido, mas está optimista que nos próximos encontros a reacção seja diferente e positiva. 
José Pacheco, que encabeça a delegação do Governo, disse, por seu turno, não haver nenhuma falta de vontade do Governo em reconhecer a legitimidade das questões, tanto mais que todas e quaisquer decisões do executivo são todas em estrita observância da Constituição vigente na República de Moçambique.
O forúm foi encerrado
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