sexta-feira, 19 setembro, 2014. 05:48 UTC

Moçambique

Moçambique: Banco Mundial apoia vitimas das cheias

O Banco Mundial anunciou um apoio de cerca de 80 milhões de dólares.

William Mapote
Responsáveis do Banco Mundial estiveram reunidos com o presidente moçambicano Armando Guebuza tendo sido anunciado o apoio a vários projectos incluindo ajuda para as vítimas das recentes cheias.




Depois do abrandamento das chuvas e normalização dos níveis hidrométricos do rio Limpopo, as autoridades moçambicanas e instituições humanitárias nacionais e internacionais estão agora com as atenções concentradas na assistência dos milhares de vítimas concentradas nos centros de abrigo temporário.

Só na província de Gaza, a mais afectada pelas cheias no país, cerca de 140 mil pessoas, entre mulheres, crianças e velhos vivem o drama de deslocados em 26 centros de acomodação criados.

Com o crescimento do número de pessoas nos centros de acomodação, também crescem a cada dia as necessidades, desde alimentos, vestuário, lonas e tendas para abrigo.

O governo continua a apelar à solidariedade interna e as respostas vêem de todos os lados.

O Banco Mundial, através do seu vice-presidente para África, Makhtar Diop, encontrou-se hoje com o Presidente da República, Armando Guebuza, e anunciou um apoio de cerca de 80 milhões.

Ainda hoje o Banco Mundial (BM) anunciou também um novo empréstimo no valor de 700 milhões para o apoio ao Orçamento Geral do Estado e outros projectos de interesse nacional, nos próximos dois anos.

“O governo poderia usar esses recursos para financiar diferentes tipos de actividades, nomeadamente, o Orçamento Geral do Estado, mas ao mesmo tempo investir no sector de infra-estruturas. O presidente mencionou que gostaria de receber apoio do Banco Mundial para a construção de estradas rurais e também investir no sector da agricultura para a diversificação da economia”, disse Diop aos jornalistas à saída da audiência com Guebuza.

Numa breve avaliação á situação do país, o Banco Mundial defendeu a necessidades de acelerar a redução da pobreza, a criação de emprego e reformas no sector da educação.

“A gente concordou que o desafio futuro é a criação do emprego e acelerar a redução da pobreza. Para fazer isso é importante que haja um maior desenvolvimento do sector da agricultura para aumentar a produção e a produtividade e criar mais emprego” salientou aquele alto responsável do Banco Mundial.
O forúm foi encerrado
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