quinta-feira, 31 julho, 2014. 15:32 UTC

Notícias / Moçambique

Moçambique: Greve dos médicos com pouca aderência

A maior parte dos médicos compareceu aos seus postos de trabalho.

 Hospital de Maputo
Hospital de Maputo
Simião Pongoane
Os médicos moçambicanos estão em greve à escala nacional exigindo aumentos salariais e melhores condições de trabalho. Asseguram contudo os serviços essenciais.

A maior parte dos médicos compareceu no entanto na segunda-feira aos seus postos de trabalho em todo o país, ignorando a paralisação laboral convocada pela Associação Médica de Moçambique, liderada pelo jovem Jorge Arroz.


O braço de ferro entre o Governo e os médicos é muito antigo e foi desencadeado pela decisão de desalojar profissionais da saúde das casas cedidas pelo governo em algumas zonas do País.

A decisão foi veiculada através de uma circular de 16 de Junho de 2008.
Depois desta circular, os médicos fizeram o levantamento das dificuldades que enfrentam no dia-a-dia, a começar pelos salários considerados muito baixos, passando pela falta de estatuto do médico cuja reelaboração terá alegadamente acontecido em segredo.

A Associação Médica de Moçambique diz que escreveu várias cartas para o ministro da saúde, mas não teve resposta.

O Ministro Alexandre Manguele reconhece os problemas colocados pelos seus colegas, mas considera que o governo está a fazer um esforço titânico para os resolver de forma abrangente e à medida dos recursos disponíveis, porque não são apenas os médicos que ganham salários baixos em Moçambique.

Para o Ministro Alexandre Manguele, a ameaça de greve é promovida por médicos que trabalham em agências estrangeiras em Moçambique, porque os que labutam no serviço nacional de saúde ou seja no sector público, esses, estão conscientes do esforço do governo.

No final da semana atelevisão estatal publicou cartas do presidente da direcção da Associação Médica de Moçambique, Jorge Arroz, revelando que o jovem médico está fora do serviço nacional de saúde há cerca de um ano a seu pedido, mas mobiliza os médicos do sector público a fazer greve.

O ministro da saúde está muito zangado com médicos considerados mercenários.
“A coisa mais difícil é negociar na mesa com funcionários de agências estrangeiras a fazerem todo o tipo de chantagem que não posso qualificar aqui. Durante a greve, que eles mobilizam, vão estar a onde…? Se calhar vão estar a trabalhar para as agências dos países que os acolhe, prejudicando os médicos que sabem que o governo está a fazer tudo para resolver o problema”- desabafou o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele.

Moçambique tem apenas 1.200 médicos nacionais para uma população de 23 milhões de habitantes.

A medicina moderna cobre apenas 40 por cento das necessidades do Pais.
Em Moçambique, os funcionários públicos são proibidos por lei de fazer greve, pelo que a paralisação convocada pela Associação Médica de Moçambique é considerada ilegal.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: videte joao baptista de: maputo
10.01.2013 09:19
O jornalista que escreveu a noticia não esta sendo imparcial.
Não existe medico criança, portanto, todos aderimos a greve porque quisemos e a causa e justa. A aderência e óptima, falsa a afirmação de que muitos estão a trabalhar...
O "medico da agência estrangeira" foi o eleito para representar a ASSOCIAÇÃO MEDICA DE MOÇAMBIQUE!

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Sexta 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Cadija Mané - Participante Yalii
X
31.07.2014 14:18
Cadija Mané - Participante Yali. Veio da Guiné-Bissau, onde trabalha como coordenadora da Casa dos Direitos. Regressa para a Guiné com mais determinação e força de vontade para mudar as coisas
Vídeo

Vídeo Cadija Mané - Participante Yali

Cadija Mané - Participante Yali. Veio da Guiné-Bissau, onde trabalha como coordenadora da Casa dos Direitos. Regressa para a Guiné com mais determinação e força de vontade para mudar as coisas
Vídeo

Vídeo Vilma Nhambi - Participante Yali

Vilma Nhambi - Participante Yali. Veio de Moçambique e tem um projecto com mulheres e adolescentes nas zonas rurais.
Vídeo

Vídeo Selma Neves - Participante Yali

Selma Neves - Participante Yali, veio de Cabo Verde. É Presidente da Incubadora, uma cooperativa de empoderamento de mulheres e fica por mais dois meses para um estágio em Nova Iorque
Vídeo

Vídeo Manchetes Americanas 29 Julho 2014

Os principais assuntos que fazem a actualidade dos Estados Unidos da América, com Bruna Ladeira
Vídeo

Vídeo Majo Joseph - Participante Yali

Majo Joseph - Participante Yali veio de Moçambique e a sua área de acção é a sociedade civil e seu empoderamento
Vídeo

Vídeo Akiules Neto - Participante Yali

Akiules Neto - Participante Yali. Veio de Angola e a sua vida são os números
Vídeo

Vídeo Mamografias 3D revolucionam detecção do cancro da mama

Durante anos as mamografias desempenharam um papel vital na detecção do cancro da mama. Mas nem sempre conseguem identificar tumores perigosos. A tecnologia a três dimensões pode revolucionar a triagem e salvar vidas
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 25 Julho 2014

Os títulos que encerraram a semana no continente africano. Dos ataques do Boko Haram à expansão do vírus do ébola
Vídeo

Vídeo Manchetes Americanas 24 Julho 2014

Os principais acontecimentos que marcam a actualidade americana na penúltima semana do mês de Julho
Mais Vídeos