sexta-feira, 31 outubro, 2014. 08:21 UTC

Moçambique

RENAMO acantona cinco mil antigos guerrilheiros na Gorongosa

Partido da oposição diz que já reuniu mais de 5 mil homens e diáriamente vão chegando mais homens e mulheres que no passado lutaram contra a FRELIMO

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO em Gorongosa onde diz ter acantonado actualmente mais de 5 mil antigos combatentes do período da guerra cívil
Afonso Dhlakama, líder da RENAMO em Gorongosa onde diz ter acantonado actualmente mais de 5 mil antigos combatentes do período da guerra cívil

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Redacção VOA
Em Moçambique, o principal partido da oposição – RENAMO – confirmou que tem acantonado em Gorongosa cinco mil antigos combatentes disponíveis a lutar contra a Frelimo.

A decisão da RENAMO está a ser entendida como uma forma de pressão e visa forçar o presidente Armando Guebuza, líder do partido no poder a reatar o diálogo político com a oposição.

A deputada e membro da Comissão política da RENAMO, Ivone Soares foi categórica na sua entrevista a Voz da América esta manha, e diz que o seu partido está pronto para o der e vier.

“Estou a falar de Gorongosa onde estão mais de cinco mil homens, e diariamente vão se juntando mais homens e mulheres que estiveram envolvidos na guerra pela democracia e que hoje se vêem marginalizados…Este é um número praticamente simbólico que representa o universo das pessoas descontentes.”

A deputada da RENAMO diz que há vinte anos que os membros do seu partido e de outras formações políticas ficaram sujeitos a humilhações da FRELIMO, cujo governo controla a administração pública e o parlamento.

“De 1992 para cá a RENAMO remeteu-se a respeitar aquilo que assinou em Roma, os princípios estatuídos no Acordo Geral de Paz, no entanto a FRELIMO sistematicamente tende a criar situações de exclusão social, não só para os membros da RENAMO, mas para todos aqueles que não aceitam identificar-se com os valores que defende.”

A FRELIMO já respondeu no entanto a ameaça da RENAMO. Damião José é porta-voz do partido no poder e saiu em defesa do presidente Guebuza, durante a sua entrevista com a Voz da América.

“Não entendemos por que é que efectivamente o presidente da RENAMO não entra em contacto com o camarada Presidente, não entra em contacto com o nosso partido para apresentar aquilo que são as suas preocupações. Tudo que está a acontecer nós a FRELIMO apenas estamos a tomar conhecimento por via da Comunicação Social.”

As crispações políticas entre a RENAMO e a FRELIMO parecem ter atingido a um nível que as confissões religiosas decidiram se interferir. O Conselho Cristão de Moçambique anunciou que exigiu encontros entre Guebuza e Dhlakama. Segundo o jornal moçambicano, Canal de Moçambique, o CCM acabou de solicitar um encontro urgente com o presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama em face da crise político-militar e o regresso de Dhlakama para as matas de Gorongosa.
O forúm foi encerrado
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Comentários
     
por: José Corvo de: Lisboa
06.11.2012 23:06
A questão é saber quem vai dar de comer à Renamo porque não tem quem a financie e os seus homens vão viver do quê? A África do Sul mudou e é hoje uma economia emergente. Os Botas já acabaram. Toda a África Austral é hoje uma região de progresso e de Paz. Muito rica. Trabalhai irmãos para o bem de todos porque não há espaço para mais brincadeira.


por: Domingos da Silva de: Luanda-Angola
05.11.2012 07:53
Este comportamento da Ferlimo de despresar os homens da Renamo esta intentico com o do MPLA em Angola.Um grande sabio da Africa Austral diz.Não ha nenhuma arma no Mundo capaz de calar para sempre a vontade de um povo.Pois a vontade do povo Moçambicano e Angolano e de Liberdade,Igualdade de oprtunidades bem como a dignidade para todos.Força RENAMO em Angola tarda tambem havera uma Revolução.


por: Arlindo de: Benguela, Angola
04.11.2012 13:12
É preciso agir. Capturem o homem


por: Matanato de: Maputo
01.11.2012 15:52
Não há motivos para se agitarem. O tio Afonso e seus seguidores não querem mais aguerra. Encontraram uma forma de pressionar a Frelimo para lhes reaproximar e, se necessário, partilharem o Poder.
As pessoas que estão a ser treinadas uma parte é para reforçar a segurança do líder que já está velha e sem forças e, outra parte, a ideia é negociar com o PR Guebuza para incorporá-los na Polícia conforme prevê o AGP, uma vez que aqueles que calaram as armas, já estão velhos e sem condições de serem funcionários Públicos.
Não Haverá Guerra jamais em Moçambique, é necessário ler o Jogo e, a nível da Política, pressionar o PR para mandar atender o que efectivamente se pretende, digamos que será necessário produzir-se uma adenda ao AGP.
No dia que as coisas caminharem para a guerra, o primeiro sinal será a retirada dos deputados da AR, das Assembleias Municipais, ai sim...


por: MIGUEL PAULO GOMES de: BEIRA
01.11.2012 13:30
aconselho senhor dlhakama a nao pensar em usar as suas armas obsuletos senao vai acabar com a bala na cabeca,o pior ek quem vai pegar em armas e diparar nao sera ele e nem filhos dele que ja tem a idade de servir no exercito, vao ser filhos dos canponeses, chega de chantage ele ja esta super rico con filhos a estudarem em potugal


por: Miguel paulo gomes de: beira
01.11.2012 13:24
e de lamentar atitudes miudas do lider da renamo,ele e os seus menbros tem muito para dar neste pais,etao a perder muito e rico tempo em agitar a agua num copo,o pais easta estavel ha espasso para todos e esta em andamento quem soneca perde o comboio, se a renamo estao a espera do acordo geral da paz para deicharem de ser preguissosos vai ser tarde demas, ok foi acordado em roma cunpriu se e teve como o seu tenpo limite as eleicoe de 1994, povo mocambicano chega de sermos chantagiado com os politicos fantochos mentirosos.colegas que ainda queren acreditar nessa maquiavelica vergonha. tiren o vosso cavalo da chuva, sou pela paz , dialogo contrutiva


por: Pantera-Negra
01.11.2012 11:05
As desigualdades, as assimetrias e humilhações sociais, são os catalisadores para que os desfavorecidos chegam a esse ponto em defesa de suas dignidades.

Angola infelizmente, não está longe disso.

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