domingo, 14 fevereiro, 2016. 05:53 UTC

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    Tropas guineenses vão ao Mali sob comando senegalês

    Governo de transição diz tratar-se de uma decisão da cimeira de chefes de Estados e de governos da CEDEAO

    Militares da Guiné-Bissau (Foto de arquivo)
    Militares da Guiné-Bissau (Foto de arquivo)
    Redacção VOA
    O governo da Guiné-Bissau confirmou hoje a Voz da América que tropas guineenses vão tomar parte na anunciada intervenção militar da CEDEAO no norte do Mali.

    A garantia é do ministro da presidência e porta-voz do governo, Fernando Vaz, actualmente em visita de trabalho a Dacar.

    Vaz disse que Guiné-Bissau fará parte dessa força internacional com um contingente de cem homens e sob o comando de um General do Senegal.

    O ministro guineense desvalorizou as preocupações em torno do embargo internacional imposto as forças armadas do seu país tendo afirmado que esta medida afecta apenas alguns altos oficiais e dirigentes das forças armadas guineenses.

    "O meu país não está sob nenhum embargo militar internacional. O que acontece é que existem algumas sanções que pendem sobre os oficiais dirigentes das nossas forças armadas e não são todos."

    O ministro da presidência e porta-voz do governo de transição adiantou que o contexto actual em que se insere o país dá o reconhecimento ao país de poder agir no quadro da CEDEAO, região pela qual a Guiné-Bissau tem um espaço de manobra de circulação total.

    "Portanto essa questão não se coloca perante esta situação que a CEDEAO nos propõe, e é quem está a pilotar o processo de transição política na Guiné-Bissau."

    Quando questionado se não era necessário um mandato da Assembleia Nacional para participação numa missão de paz no estrangeiro e se o partido maioritário o PAIGC não iria bloquear esta missão militar no parlamento, Fernando Vaz respondeu afirmando que esta não era uma medida do governo, mas sim dos chefes Estados da região.

    "Foi a cimeira dos chefes de Estados da CEDEAO que deicidiu... Portanto esta questão não será discutida e nem levada ao parlamento e penso que não haverá nenhum problema. E quero lhe dizer que a conjuntura [política na Guiné-Bissau] hoje é completamente diferente. Nós tivemos pela pela primeira vez deputados do PAIGC presentes na abertura da legislatura do 2013. Dos 100 deputados 96 estavam presentes de forma que a conjuntura que me refere ela hoje já não existe."
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