sexta-feira, 01 agosto, 2014. 05:44 UTC

Notícias / África

Jornalistas queixam-se de dificuldades em cobrir a guerra no Mali

Repórteres estrangeiros e locais afirmam que chegam tarde ao teatro das operações e nem sempre as descrições dos populares são boas fontes de notícias

Um soldado maliano acenando aos jornalistas para abandonarem o local
Um soldado maliano acenando aos jornalistas para abandonarem o local

Multimédia

Áudio
  • Jornalistas queixam-se de limitações de cobertura no Mali

Nancy Palus
Grupos de promoção da imprensa afirmam que a ofensiva das tropas francesas e malianas contra os islamitas no norte do Mali tem tido lugar largamente longe de olhares de jornalistas de quem os acessos têm sido severamente limitados.

Pouco a pouco, repórteres locais e estrangeiros estão a chegar ao norte, mas em alguns casos os acessos continuam difíceis.

Muitos jornalistas a cobrir a situação no Mali – particularmente os repórteres estrangeiros – têm passado uma boa parte do tempo a tentar chegar a Sévaré, a cidade no centro do país, na linha divisória entre o sul controlado pelo governo, e o norte ocupado pelos radicais islâmicos.

Os repórteres que estivem no Mali no início da luta em Janeiro disseram que os militares bloquearam o acesso por vários dias de jornalistas a duas primeiras cidades onde se registaram combates – Konna e Diabaly. E quando os jornalistas finalmente chegaram, a cidade já estava cheia de soldados e os residentes pareceram pouco a vontade em descrever o que assistiram.

A organização Repórteres Sem Fronteiras, levantou preocupações acerca do que chama “uma grave obstrução” e exigiu as autoridades malianas e francesas a permitir a livre circulação de jornalistas.

O porta-voz do ministério da defesa maliano, o tenente-coronel Diarran Koné disse entretanto que para lá da preocupação em proteger os civis, limitando o acesso as zonas de combates, as autoridades não estão a restringir os jornalistas. O oficial maliano disse ainda, que “muitos e muitos repórteres” que acorreram ao Mali nas últimas semanas, estão a obter as acreditações.

Contudo, muitos jornalistas têm-se queixado e afirmam que esse pedaço de papel não tem sido suficiente para exercerem as suas actividades. A jornalista Katarina Hoije que se encontra em Mopti no centro do Mali em conversa com a Voz da América disse que mesmo com a exigida autorização do ministério de informação, muitos repórteres estão a ser travados quando tentam avançar para o norte.

“Consegue-se passar pela maioria dos postos de controlo com essa acreditação, mas desde que se tenta avançar para cidades maiores ou apenas abandonar a cidade de Sévaré com destino ao norte, surge problemas. Eles dizem ser necessário uma acreditação espacial do ministério da defesa. Isso permite as pessoas andarem a volta mas ainda somente Sévaré, que se encontra muito, muito longe da linha da frente onde estão a ter lugar os acontecimentos.”

Katarina Hoije acrescentou ainda que na Quarta-feira ela e mais alguns jornalistas conseguiram chegar a Douentza, a nordeste de Sévaré, e foram mandados para trás, pelas tropas malianas, e um dos responsáveis militares se desculpou afirmando que tudo era por causa da segurança dos jornalistas.

Os jornalistas europeus e americanos correm também riscos de serem raptados, e além de haver receios de que algumas estradas estão minadas. Quatro soldados malianos foram mortos quando o veículo no qual viajavam passou por uma mina na cidade de Gao na Quinta-feira.

Mas a organização Repórteres Sem Fronteiras no seu comunicado de 17 de Janeiro afirmava que “em tempo de guerra, é da responsabilidade dos jornalistas e das suas agências, e não dos militares, a determinar o risco para o qual estão preparados para a recolha de informação”.
O forúm foi encerrado
Comentários
     
Năo existem comentários. Seja o primeiro

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Sexta 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Ivan Collinson - Participante Yalii
X
31.07.2014 20:06
Ivan Collinson - Participante Yali. Veio de Moçambique e é director adjunto do registo académico da Universidade Eduardo Mondlane. Ivan sente-se mais africano depois de participar na Iniciativa Jovens Líderes Africanos nos EUA
Vídeo

Vídeo Ivan Collinson - Participante Yali

Ivan Collinson - Participante Yali. Veio de Moçambique e é director adjunto do registo académico da Universidade Eduardo Mondlane. Ivan sente-se mais africano depois de participar na Iniciativa Jovens Líderes Africanos nos EUA
Vídeo

Vídeo Manchetes Americanas 31 Julho 2014

Câmara dos Representantes indicia processo contra Presidente Barack Obama
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 31Julho 2014

Da propagação do vírus do ébola, aos ataques do Boko Haram. Os títulos que marcam a actualidade de África
Vídeo

Vídeo Cadija Mané - Participante Yali

Cadija Mané - Participante Yali. Veio da Guiné-Bissau, onde trabalha como coordenadora da Casa dos Direitos. Regressa para a Guiné com mais determinação e força de vontade para mudar as coisas
Vídeo

Vídeo Vilma Nhambi - Participante Yali

Vilma Nhambi - Participante Yali. Veio de Moçambique e tem um projecto com mulheres e adolescentes nas zonas rurais.
Vídeo

Vídeo Selma Neves - Participante Yali

Selma Neves - Participante Yali, veio de Cabo Verde. É Presidente da Incubadora, uma cooperativa de empoderamento de mulheres e fica por mais dois meses para um estágio em Nova Iorque
Vídeo

Vídeo Manchetes Americanas 29 Julho 2014

Os principais assuntos que fazem a actualidade dos Estados Unidos da América, com Bruna Ladeira
Vídeo

Vídeo Majo Joseph - Participante Yali

Majo Joseph - Participante Yali veio de Moçambique e a sua área de acção é a sociedade civil e seu empoderamento
Vídeo

Vídeo Akiules Neto - Participante Yali

Akiules Neto - Participante Yali. Veio de Angola e a sua vida são os números
Mais Vídeos