sexta-feira, 04 setembro, 2015. 16:32 UTC

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Desalojamentos forçados alimentam ressentimentos nas zonas litorais do Quénia

Em Mombasa alguns afectados aderiram ao Conselho Republicano um movimento pro-secessão e que cristaliza as frustrações de populares que se vêem forçados a partir de suas terras

O aldeão Piry Muye diante de um lote de terras que no passado era sua propriedade, Mombasa, Kenya, November 2012
O aldeão Piry Muye diante de um lote de terras que no passado era sua propriedade, Mombasa, Kenya, November 2012

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Redacção VOA
Centanas de milhares de residentes das zonas costeiras do Quénia estão a ser desalojados das suas terras ancestrais, com a subida do preço das terras cada vez mais procuradas pelos ricos.

Algumas dessas pessoas estão a optar pela violência, por causa de frustrações.
O retrato é de Goodluck Washe um activista comunitário.

“Havia aqui uma grande vila chamada de Jeuri. Agora Jeuri já não existe porque todos os seus residentes foram desalojados e foram viver a Kikambala. Todas as aldeias foram arrasadas e as terras tornaram-se em propriedade privada.”

Agora a aldeia mais próxima de Maweni está para ter o mesmo destino. Felix Karisa tem 35 anos e foi lá onde viveu toda a sua vida.

“Existem cerca de 500 famílias na aldeia. Há muito tempo que ela existe nesse local.”

Em Outubro, a aldeia de Maweni foi alvo uma notificação de despejo por parte de uma somali que apresentou o título de propriedade.

Tal como a maioria dos residentes das orlas costeiras, os habitantes dessas aldeias nunca possuíram títulos de terra. Apenas nasceram e cresceram ali. Karisa pode assim perder a casa que construiu com o apoio de sua família.

“Estamos a viver em pânico, temos medo. Se esta casa for deitada abaixo hoje, iria sentir-me melhor se me matassem. Porque não tenho onde levar os meus filhos.”

É uma história comum. Ninguém sabe o número exacto de pessoas desalojadas até ao momento. Mas ainda este mês, um jornal local reportou que 120 mil residentes das aldeias tinham sido declarados como sem-abrigos e deviam instalar-se nas terras ao sul de Mombasa.

Algumas pessoas estão a tentar contrariar os despejos recorrendo aos tribunais. Outros até foram mais longe que isso. O Conselho Republicano de Mombasa (MRC) é um movimento local que cristaliza as frustrações da população local e está apelar para a secessão. O MRC assume-se como pacífico, mas os seus membros foram recentemente acusados de atacar responsáveis eleitorais e de incitar a violência.

O tesoureiro do MRC, Omar Bambam diz que o objectivo do movimento destina-se a chamar a atenção para a situação difícil das habitantes das zonas costeiras.
Enquanto isso, Mombasa tem sido recentemente abalada por uma série de ataques a granada e tumultos, alguns ligados ao grupo terrorista somali al-Shabab.

Goodluck Washe diz que os objectivos da al-Shabab não são os mesmos que os das populações da orla costeira, mas o problema dos desalojados tem permitido ao grupo terrorista de se infiltrar nas comunidades locais.
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