terça-feira, 09 fevereiro, 2016. 01:26 UTC

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    Pentágono presta apoio logístico à França

    Leon Panetta elogiou a França por ter assumido a liderança no combate aos militantes

    Bamako
    Bamako
    Redacção VOA
    Responsáveis do Pentágono indicaram que os Estados Unidos estão preparados para oferecer apoio logístico à França que continua a efectuar ataques aéreos contra militantes islâmicos no norte do Mali.

    O Pentágono já presta assistência às forças francesas com informações que tem ajudado a fazer retroceder os avanços dos militantes, mas os Estados Unidos alertaram contra qualquer acção que possa contribuir para um maior caos na região.


    Os caças franceses têm estado a realizar contínuas operações de bombardeamento, atingindo campos de treino e outras posições dos rebeldes Islâmicos no norte do Mali.

    Entidades do Pentágono indicaram, na semana passada, que estavam próximo de decidir que género de apoio logístico a oferecer à França no Mali. As mesmas fontes referiram que os Estados Unidos fornecem informações recolhidas por aviões não tripulados operando na região.

    O secretário da Defesa Leon Panetta elogiou a França por ter assumido a liderança no combate aos militantes do norte e da região ocidental de África incluindo a al-Qaida no grupo Islâmico do Magrebe.

    “Temos a responsabilidade de assegurar que a al-Qaida não estabeleça uma base para operações no Norte de África e no Mali. Temos estado muito preocupados com as tentativas de estabelecerem uma base forte naquela área”.

    Panetta prometeu ajudar a França embora sublinhando que o apoio será limitado à logística, recolha de informações e transporte.

    A porta-voz do Departamento de Estados Victoria Nuland indicou que Washington está a analisar vários pedidos Franceses de apoio na companha militar contra os terroristas aliados da al-Qaida no Mali.

    Nuland indicou que a administração Obama está preparada para enviar pessoal para treino a fim de preparar as tropas dos países vizinhos que venham a ser enviadas para o Mali em apoio do governo de transição em Bamako.

    Os analistas referem existir razão para que Washington não tenham um papel mais directo afim de não agravar o conflito civil no norte do Mali, e não encorajar os grupos locais a pegarem em armas, uns contra os outros.

    O objectivo dos Estados Unidos é de combater os militantes da al-Qaida em África, conforme a nova estratégia do presidente Obama, sem intervenção directa, centrando-se em vez disso no treino de militares das nações aliadas.

    O objectivo imediato da França reside no retrocesso do avanço dos militantes para permitir à força africana de intervenção avançar e obter segurança no norte do Mali a fim de permitir o regresso do controlo governamental.

    A intervenção francesa foi feita a pedido dos dirigentes interinos do Mali, a que se seguira a tarefa de substituir os dirigentes por um governo legítimo e estável que seja capaz de controlar o Norte.

    Antes que isso aconteça, os analistas dizem que o Mali terá de resolver problemas políticos que incluem as queixas dos separatistas Tuaregues cuja rebelião, o ano passado, levou ao golpe de estado e à ocupação do norte pelos islamitas.
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