terça-feira, 23 setembro, 2014. 16:21 UTC

Notícias / África

No segundo aniversário da revolução, egípcios fazem balanço

Para o egípcio comum os dois anos que se seguiram à revolução foram paralelamente festivos e difíceis.

Redacção VOA
No momento em que os egípcios assinalam o segundo aniversário do seu histórico levantamento popular, muitos cidadãos analisam aquilo que foi alcançado e aquilo que ainda precisa de ser feito.

Para o egípcio comum os dois anos que se seguiram à revolução foram paralelamente festivos e difíceis.


Tratou-se de um autêntico terramoto no tecido social egípcio como constatou o escritor egípcio Alaa el Aswany quando se juntou aos milhões de pessoas que encheram as ruas do Cairo durante o levantamento popular: “A mudança humana, é o factor mais importante numa revolução. É o momento em que as pessoas ultrapassam a barreira do medo. Isso é irreversível e as pessoas nunca mais poderão ser assustadas.”

Contudo muitos acham que o espírito revolucionário está em perigo. Para eles a eleição no ano passado do presidente islamita Mohamed Morsi e a aprovação da controversa nova eleição podem causar problemas e divisões.

O capitão de um barco do Nilo, Mustafa Siam, desconfia da Irmandade Muçulmana e acha que o grupo só pensa na sua própria agenda.
Siam disse á VOA que aqueles que estão no poder “devem ser responsáveis perante todo o país”.

El Aswany, um crítico da Irmandade Muçulmana, afirma que o falhanço do governo em cumprir com as suas primeiras promessas de reconstruir as infra estruturas e de criar empregos são mais um factor que põe em causa a sua responsabilidade: “ Acho que isso é muito útil para a revolução. Já o mesmo não se pode dizer para a Irmandade Muçulmana. Estão a falhar e a perder popularidade a cada dia que passa.”

Aquele escritor, cujas observações acerca das esperanças e desafios dos seus compatriotas são louvadas tanto por críticos como pelos seus leitores, disse-nos que no início pensava que os egípcios ficariam fartos da Irmandade no prazo de 10 anos.

Agora, diz ele, muitos egípcios estão a afastar-se depois de 10 meses no poder.
Contudo ainda há muitos como o padeiro Asharaf al Husseini, que apesar das dificuldades económicas, continua a simpatizar com a Irmandade Muçulmana.

Segundo o nosso interlocutor “o governo tem pela frente muitos desafios mas está a lutar para fazer-lhes face”.

Enquanto isso a Irmandade Muçulmana continua a ser a organização política mais bem organizada do país e capaz de mobilizar centenas de milhares de apoiantes para contra manifestações a favor do governo.

Quanto à oposição, não conseguiu ainda formar uma coligação política forte.
O forúm foi encerrado
Comentários
     
Năo existem comentários. Seja o primeiro

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Sexta 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Coração Valente - Música de campanha de Dilma Rousseffi
|| 0:00:00
...
 
🔇
X
22.09.2014 14:15
Vídeo

Vídeo Música de campanha de Aécio Neves

Artistas brasileiros cantam por Aécio Neves
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 19 Setembro 2014

As imagens das noticias de Africa
Vídeo

Vídeo Aniversário Westgate - Ataque terrorista ainda abala as vítimas

Um ano depois do ataque terrorista ao Centro Comercial Westgate em Nairobi, os sobreviventes continuam abalados com a tragédia. A VOA conta a história das vítimas que ainda questionam: “Como é que isto aconteceu?
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 18 Setembro 2014

Noticias de Africa em imagens
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 17 Setembro 2014

As imagens de Africa que fazem noticia
Mais Vídeos