sábado, 13 fevereiro, 2016. 04:34 UTC

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    Emissões da Radio da MONUSCO suspensas na República Democática do Congo

    Em Kinshasa governo mantém o silêmcio, e o Conselho Superior de Audiovisual diz que a Radio Okapi não clarificou o seu estatuto legal e nem os propósitos dos seus programas

    A Radio Okapi era uma das peças da presença das tropas das Nações Unidas no leste da Republica Democratica do Congo
    A Radio Okapi era uma das peças da presença das tropas das Nações Unidas no leste da Republica Democratica do Congo

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    Nick Long
    A autoridade de supervisão da radiodifusão na República Democrática do Congo suspendeu as emissões de uma rádio das Nações Unidas no passado fim-de-semana.

    O Conselho Superior Audiovisual congolês – CSAC – alega que os sinais da Rádio Okapi foram suspensos, por ter recusado submeter alguns documentos e que há também questões envolvendo alguns programas dessa estação emissora.
     
    A Rádio Okapi foi criada há 11 anos pela missão de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a MONUSCO. A mesma chegou a ser premiada em resultado do bom trabalho feito na cobertura informativa do país, e o presidente do Conselho Superior Audiovisual congolês, Jean Bosco Bahala disse na Segunda-feira pelas suas próprias palavras que a rádio tem feito um bom trabalho.

    Contudo desde Sábado que as emissões da Rádio Okapi foram suspensas, por razões que a própria MONUSCO considera de pouco claras.
    Manodge Mounoubai é porta-voz da MONUSCO e diz que até então não houve explicações das autoridades congolesas.

    Ele adianta que desde que o grupo rebelde M23 entrou na cidade de Goma no leste da RDC no mês passado, os sinais de rádio foram todos cortados com excepção das rádios Okapi e Nacional, que tornaram-se num desafio para os rebeldes. Se a Rádio for silenciada as pessoas no Norte Kivu poderão ficar sem informação, concluiu o porta-voz da MONUSCO.

    Entretanto o presidente do Conselho Superior Audiovisual congolês Jean Bosco Bahala, disse a Voz da América que foi pedida a Rádio Okapi para submeter a aprovação algumas documentações incluindo a sua grelha de programas e o seu estatuto legal no Congo.

    Bahala afirmou que a Rádio Okapi recusou-se em apresentar esses documentos, apesar da intervenção do ministério dos negócios estrangeiros, e que mais tarde informou as autoridades sem cortesia, de que não estava sujeita as leis congolesas.
    Bahal acrescentou ainda que, falou com a direcção da Okapi acerca desta situação no Sábado, e negou as informações veiculadas pela imprensa que afirmam que a razão da suspensão das emissões tivessem a ver com a difusão de uma entrevista com o líder político do M23 Jean-Marie Runida.

    Jean Bosco Bahala adiantou contudo que a Rádio das Nações Unidas faz um bom trabalho e que os seus programas vão além da missão da MONUSCO, e que as vezes os programas com intervenções telefónicas directas podem conduzir ao que descreveu como erros, e citou como o exemplo um dos programas em que um homem político chegou a ser insultado pelos ouvintes.
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