quinta-feira, 24 abril, 2014. 17:25 UTC

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Congo: Goma cai nas mãos dos rebeldes do M23

O grupo rebelde M23 entrou na cidade de Goma no leste da República Democrática do Congo, prosseguindo o seu avanço contra tropas governamentais e das Nações Unidas.

Elementos do M23 em Goma
Elementos do M23 em Goma
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O grupo rebelde M23 entrou na cidade de Goma no leste da República Democrática do Congo, prosseguindo o seu avanço contra tropas governamentais e das Nações Unidas. Os rebeldes anunciaram terem tomado o aeroporto e testemunhas disseram que eles estão perto do centro da cidade.

Depois de vários dias de combates, os rebeldes do M23 tiveram sucesso na sua investida contra o exército congolês e “capacetes azuis” da ONU e avançaram para a capital da província do Kivu do Norte.

Enquanto a situação exacta em Goma é fluída, todos os indicadores apontam para que os rebeldes estejam a ganhar terreno.

Alguns residentes e vários jornalistas confirmaram a reivindicação do M23 de que havia tomado o aeroporto, na parte oriental da cidade. Os jornalistas disseram que os rebeldes capturaram também um dos dois principais postos fronteiriços de Goma para o Ruanda, também na parte oriental da cidade.

Thierry Vircoulon, um analista político do Grupo de Crises Internacionais, afirmou que a situação no terreno está a piorar:

“O meu pressentimento é de que a cidade de Goma está à beira de cair e saberemos ao longo de dia, de certeza. E tem havido trocas de tiros entre o Ruanda e a República Democrática do Congo, o que significa que poderemos não estar muito longe de um conflito aberto entre os dois países.”

A rádio das Nações Unidas e a Rádio Okapi, do Congo Democrático, informaram que granadas de morteiro, aparentemente disparadas do Ruanda, mataram quatro pessoas em Goma e feriram várias outras na segunda-feira.

Os confrontos de hoje ocorrem depois do governo ter recusado uma exigência dos rebeldes para negociações, por entender não terem significado sem o envolvimento do Ruanda. O Congo Democrático acusa o Ruanda de fornecer armas e tropas em apoio do M23 – alegações que Kigali tem desmentido continuamente.

Existem sinais de que a escalada da violência está a causar problemas ao governo congolês.

Um destacado político da oposição, Vital Kamehre – que ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais no ano passado – pediu ao presidente Joseph Kabila para negociar com o M23 a fim de acabar com o conflito e ameaças à população civil.  

Até agora, os partidos da oposição congoleses tinham geralmente concordado com a posição do governo de rejeitar conversações com os rebeldes.

A cidade de Goma foi efectivamente controlada por um movimento rebelde até 2004, quando os rebeldes foram integrados no exército congolês. A maioria dos membros do M23 são antigos soldados que desertarem em Abril, reclamando discriminação e fraco tratamento pelo governo.

O Congo Democrático e o Ruanda defrontaram-se em várias guerras – a última durante a guerra civil congolesa, que terminou em 2003.

As preocupações internacionais estão a aumentar, com a França a preparar um projecto de resolução para impor sanções aos rebeldes e possivelmente quaisquer elementos que os apoiem. A resolução poderá ser aprovada ainda esta semana.
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