sexta-feira, 28 novembro, 2014. 19:05 UTC

Notícias / Angola

"Em Cabinda há uma guerra", denunciou Raúl Danda

Para o parlamentar, o assunto Cabinda é ainda encarado como tabu

Raul Danda, deputado da UNITA
Raul Danda, deputado da UNITA
Manuel José
Há guerra na província de Cabinda, denuncia alto e em bom som o parlamentar da UNITA, Raul Danda. A afirmação do deputado é mais significativa quando a mesma é proferida na casa das leis.

“Em Cabinda há confrontos militares, em Cabinda há uma guerra”.


Danda fez a denúncia no parlamento, durante as discussões do OGE, para 2013 e na presença das mais altas esferas da hierarquia militar, como por exemplo o chefe de estado-maior das FAA, Geraldo Sachipengo "Nunda".

Nunda tratou de desmentir o pronunciamento do chefe da bancada parlamentar da UNITA. Para as Forças Armadas Angolanas existe aqui e acolá em Cabinda, algumas situações de delito comum que não são suficientes, para se concluir que há conflitos armados na província do enclave.

A esta resposta das autoridades militares angolanas, Raul Danda disse não estranhar porque foi sempre assim.

“Muitas vezes diz-se a guerra é de baixa intensidade, outras vezes diz-se com alguma tristeza que ela não existe, para depois de algum tempo, as mesmas pessoas que dizem não existir, aparecem para dizer que afinal de contas, há guerra”.

Para o parlamentar, o assunto Cabinda é ainda encarado como tabu.

“Cabinda ainda é uma questão tabu, ainda continua a ser o problema que passa por debaixo das águas, etc”.

E isto, pode ser perigoso, o adágio popular é usado pelo deputado, para ilustrar a situação de Cabinda.

“O facto das águas da lagoa estarem paradas não significa que não haja jacarés, há jacarés, e então para que não subam a façam mal às pessoas é preciso que a gente aprenda a resolver os problemas”.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: Combatente das FAC de: No interior de Cabinda
04.02.2013 17:28
Esse ataque de 18 de Janeiro é mais uma véz manobra do Mpla movido pelo Antoine Nzita (filho do Nzita Tiago), Luís Veras ex Cte das FAC, Jacke Gieskes, José Quintas e outros. Todos que participaram nesse ataque foram mortos pelas FAA. Essa é a verdadeira aliança desses citados com Mpla. Foi essa isca que terminou a vida do Cte. Sapata e Cte. Pirrilampo. O Nzita tiago já não tem tropa na mata. Quem caír no jodo do ataque(Nzita) vai morrer. Perguntam-se: porque o encontro do Antoine Nzita com o José Eduardo dos Santos anos atrás?


por: ntota de: mayombe
02.02.2013 23:23
Ataque em Cabinda causa a morte de dois estrangeiros
Lisboa – O Chefe de Operações da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) disse à PNN que a 18 de Janeiro um confronto entre guerrilheiros e as Forças Armadas de Angola (FAA) provocou nove mortos dos quais dois cidadãos chineses.

Segundo o chefe militar da guerrilha cabindesa, António Xavier, o confronto terá ocorrido na manhã de 18 de Janeiro a cerca de 40 km de Dinge quando uma patrulha da FLEC/FAC composta por onze militares cruzou casualmente uma coluna da FAA que seguia em direcção da cidade de Cabinda.

Surpreendidos com o «encontro» os soldados das FAA terão imediatamente aberto fogo atingido mortalmente dois guerrilheiros. A FLEC/FAC ripostou causando a morte de cinco soldados angolanos e dois cidadãos chineses que se encontravam no interior de uma carrinha que estava a ser escoltada pela coluna das FAA.

«Não pretendíamos atingir os estrangeiros, nem sabíamos quem eles eram. Mas encontraram-se no meio do fogo», disse o Chefe de Operações da FLEC/FAC sublinhando que a guerrilha não tem como alvo os estrangeiros que trabalham em Cabinda, contudo acrescenta que são os estrangeiros que estão a financiar a guerra no enclave dado que «colaboram financeiramente com o MPLA».

Segundo o mesmo militar logo após a acção e temendo uma chegada de reforços das FAA os guerrilheiros recuaram para matas. «Tem sido muito complicada a nossa movimentação em Cabinda», reconheceu António Xavier, «dado que as FAA, contrariamente ao que dizem à Comunidade Internacional, reforçaram muito a sua presença em Cabinda.»

O mesmo militar disse também que a FLEC/FAC está receptiva a dialogar com Luanda, mas esta incitativa é da responsabilidade do staff de Nzita Tiago, exilado em França, assim como do Governo de Angola.

O grupo de guerrilheiros que participou na operação pertence à ala da FLEC/FAC fiel a Nzita Tiago que contesta a liderança da FLEC chefiada por Alexandre Tati, ex vice presidente da FLEC/FAC.

Rui Neumann

(c) PNN Portuguese News Network

2013-01-28 18:05:13


por: Combatente das FAC de: Interior de Cabinda
31.01.2013 23:42
Afirmo o que o Raul Dande diz. É verdade! Em Cabinda ainda há guerra. O Antoine Nzita,"o filho do Nzita Tiago", e alguns desertores das fileiras das FAC, como "Luis Veras" e outros, são usados/pagos pela agentes Secreta, ( CIA ) angolana para perseguir e destruir a Revolução Cabindesa, e a imagem do novo líder da FLEC/FAC, Alexandre Tati Builo. Mas isso não significa que a luta ou a guerra acabou.


por: José António de Carvalho de: Cabinda
31.01.2013 07:40
Irmão Danda, seja a voz deste povo que já não a tem. Leve o grito deste povo onde puder.

Resposta

por: Che. de: Reino Unido
06.02.2013 17:17
Nao eh necessario apenas fazer a guerra ou denunciar a guerra, ou por outro lado, negar a guerra. Eh preciso fazer se face aos factos, tanto politico-militar como historicos e contemporaneos em relacao a Cabinda. Eh preciso ter se coragem politica, intelligencia e maturidade para se encontrar solutions ou A Solucao que resolva o Problema de Cabinda de forma definitiva. Para isso, eh preciso esforco organizado dos naturais de Cabinda, conscientes das suas responsabilidades, quer os que se encontram no MPLA, na UNITA ou nas diversas alas da FLEC, e tambem por nos que nos encontramos na Diaspora. Para Cabinda, eu penso que temos as seguintes alternativas. 1 Continuar como estamos - Isto eh, De Cabinda ao Cunene um so Povo e uma so Nacao. 2 Independencia Total - Cabinda torna-se num Estado Independente de Angola. 3 Autonomia - Cabinda torna-se em um Estado Autonomo de Angola, com uma identidade politica, financeira, fiscal diferente de Angola mas em cooperacao solidaria com o resto de Angola. A primeira opcao nao eh aceitavel pelos Cabindas na sua maioria mas eh conveniente para Luanda. A segunda nao eh conveniente para Luanda mas muito atractiva para Cabinda, mas tambem poem em risco a estabilidade em Cabinda, entre os Cabindas e em relacao com os paises vizinhos, com todas as possiveis complicacoes que podem surgir de uma Independencia. A terceira opcao, eh na minha opiniao a mais racional, realista, e possivel de se alcansar com beneficios reciprocos tanto a Luanda como para Cabinda. Eh preciso que se faca um trabalho serio neste aspecto, baseado no respeito mutuo e conscientes da realidade Africana e contemporanea, isto eh, da Geopolitica Internacional.

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