quarta-feira, 23 abril, 2014. 11:47 UTC

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Oscar Niemeyer: A despedida de um dos maiores nomes da arquitectura mundial

Arquitecto brasileiro assinou projectos importantes nos EUA, Europa e África

Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer
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Maria Cláudia Santos
O corpo do arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer será enterrado nesta sexta-feira (7), no Rio de Janeiro, depois de ser velado na cidade que é o cartão postal do Brasil e também na capital, Brasília, que ele projectou.

A despedida do ícone da arquitectura acontece sob um clima de comoção que toma conta do Brasil inteiro. A história e importância do arquitecto são lembradas pela imprensa, por autoridades em vários eventos e até nas rodas informais de conversas. 

O prefeito Eduardo Paes decretou, hoje, luto oficial de três dias, no Rio de Janeiro, pela morte do arquitecto. Niemeyer morreu na noite desta quinta-feira, 5, aos 104 anos, vítima de infecção respiratória, depois de ser hospitalizado várias vezes este ano.

Apontado como o maior arquitecto da história brasileira e um dos maiores e mais conhecidos do mundo, Niemeyer foi considerado um génio e um revolucionário na actividade que exercia. Como afirmou a presidente brasileira Dilma Rousseff, a história do arquitecto não cabe nas pranchetas e poucos sonharam tão intensamente como ele.

Para o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) as obras de Niemeyer, unindo arquitectura e poesia, expressaram os limites elevados da genialidade brasileira e ajudaram a projectar o nome do Brasil no exterior.

Óscar Niemeyer nasceu no dia 15 de Dezembro de 1907, no Rio de Janeiro. Em 2007, quando completou 100 anos, o homem que desafiou o traço recto da arquitectura, demonstrou com bom humor que desconhecia o motivo da longevidade. “Nem sei porque durei tanto...”

O brasileiro Óscar Niemeyer começou a carreira de grande destaque ao projectar os pontos turísticos da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O arquitecto fez o conhecido complexo da “Pampulha”, formado pela Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Casino e o Iate Clube.

Com linhas originais, Niemeyer fez da Pampulha um dos maiores exemplos da arquitectura modernista brasileira. O governador de Minas Gerais, António Augusto Anastásia, lembrou que no Estado, mais do que em qualquer outro lugar, Niemeyer nunca será esquecido. 

Depois de começar a se destacar em Belo Horizonte, Niemeyer deixou sua marca em cartões portais de outras partes do país. As obras mais conhecidas estão em Brasília, onde desenhou o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e a Catedral Metropolitana de Brasília.

Em São Paulo, projectou o Parque do Ibirapuera e o Memorial da América Latina. Em Curitiba, o Museu Óscar Niemeyer. No Estado do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, palco do carnaval, na cidade do Rio de Janeiro.

No exterior, estão entre as obras do brasileiro que devem ser destacadas a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, além do projecto da Universidade Constantine, na Argélia.

O arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer sempre uniu arquitectura e poesia, sendo, por isso, chamado por muitos de “poeta das curvas”. A sensibilidade da alma desse brasileiro, que conquistou o mundo, era observada em várias de suas declarações, uma delas é muito lembrada no Brasil nessa despedida ao arquitecto: foi quando ele disse que “a vida é um sopro”.
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