domingo, 21 setembro, 2014. 08:05 UTC

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Reino do Bailundo Mergulhado numa profunda crise

A morte do rei Ekuikui IV deixa o reino mergulhado numa crise profunda

Urna do Rei do Bailundo, Ekuikui IV, durante homenagem fúnebre no Huambo
Urna do Rei do Bailundo, Ekuikui IV, durante homenagem fúnebre no Huambo

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António Capalandanda

Um reino posto em causa

A morte do Rei do Bailundo, na semana passada, veio concentrar atenções no caso das interferências político-partidárias que podem estar a contribuir para o desmoronamento do reino do Bailundo.

A morte do rei Ekuikui IV, autoridade tradicional máxima do reino do Bailundo, deixa o reino mergulhado numa crise profunda. Augusto Kachytiopololo, era o nome de baptismo do ancião que faleceu aos 94 anos, vítima de doença.

O seu antecessor foi Manuel da Costa (Ekuikui III) que governou o Bailundo entre 1977 e 1998. Segundo dados históricos, Manuel da Costa não pertencia a linhagem dos reis do Bailundo, mas sim dos reis da Luvemba. Mas subiu ao trono como Ekuikui III, tendo sido respeitado como tal.

Nos anos 80, foi raptado pela UNITA e levado para o antigo bastião do "Galo Negro", a Jamba, onde era tratado como um rei. Em 1992, com o deflagrar da guerra pós-eleitoral e consequente fixação de  Jonas Savimbi no Bailundo, Ekuikui III retoma o trono, diante da fuga de um novo rei, Augusto Kachytiopololo, Ekuikui IV, que lhe tinha tomado o lugar durante a sua ausência.

Quando Ekuikui III faleceu no final dos anos 90, mergulhou, de novo, o reino numa crise. As forças do governo tinham, entretanto, retomado o Bailundo, e o MPLA impôs a re-proclamação de Augusto  Kachytiopololo para rei, com o epíteto de Ekuikui IV. Kachytiopololo, de acordo com fontes históricas, era um homem comum, não pertencente a qualquer linhagem dos reis do Bailundo, e foi elevado à categoria de rei por questões essencialmente políticas, tendo mesmo sido eleito deputado do MPLA em 2008.Mas governo de Angola alega que Katchytiopololo foi neto do antigo Ekuikui ll , rei histórico da resistência colonial.

A sucessão obedece alguns rituais a serem observados. O ritual fúnebre foi feito durante o período da noite onde o corpo é enterrado e a cabeça depositada no tabernáculo. Óbito de  Katchytiopopolo termina a 19 de Fevereiro do corrente. Cabe aos  Mwekalhas, designação dada a  Corte tradicional,  a eleição do futuro rei.

O Reino do Bailundo foi fundado no século XV. Chegou a ser o maior,mais poderoso e influente reino do centro e sul de Angola. Actualmente continua a ser uma importante praça de disputa política.Recentemente, a Ministra Cultura, Rosa Cruz e Silva manifestou a a intenção do seu ministério reabilitar e requalificar o santuário onde jazem as ossadas dos soberanos Katiavala (fundador do Reino do Bailundo) e Ekuikui II pelo seu valor histórico e cultural.

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