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Autoridades angolanas continuam a interrogar activistas


Manifestação de mães de activistas, Luanda, Angola (Arquivo)
Manifestação de mães de activistas, Luanda, Angola (Arquivo)

Os Serviços de Investigação Criminal(SIC) de Angola continuam a ouvir integrantes do autodenominado Movimento Revolucionário de Angola que estariam, segundo as autoridades, a preparar um golpe de Estado por via da desobediência civil.

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Depois de interrogar Filomeno Viera Lopes, do Partido Bloco Democrático, e activista Laurinda Gouveia, na semana passada, o SIC ouviu nesta segunda-feira, 10, a também activista Rosa Conde.

Os investigadores João Barros e Fernando Receado queriam saber se, no tal curso sobre técnicas para derrubar um ditador, os participantes queriam usar crianças e mulheres para deitar abaixo o Governo.

Rosa Conde nega qualquer pretensão de querer derrubar o Governo através de um golpe de Estado e reitera que o grupo apenas estudava meios para melhorar as suas formas de fazer activismo.

“Uma das coisas que aprendi no curso é ter calma quando estamos a presença da policia”, revelou Conde.

Recorde-se que 15 jovens do autodenominado Movimento Revolucionário foram detidos a 20 de Junho quando participavam de uma reunião de activistas, pela quarta semana consecutiva.

A prisão preventiva dos mesmos expirou no passado dia 5 mas até hoje o Ministério Público não pediu a extensão da mesma.

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