domingo, 20 abril, 2014. 06:00 UTC

Notícias / África

Mais confrontos na Tunísia

Funeral de líder secular assassinado traz às ruas da capital dezenas de milhar de pessoas

Manifeastantes no cortejo funebre de Chlri Belaid
Manifeastantes no cortejo funebre de Chlri Belaid
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Na Tunisia voltaram a registar-se confrontos entre a polícia e manifestantes durante o funeral de uma líder secular da oposição assassinado esta semana.




Dezenas de milhar de pessoas saíram às ruas da capital tunisina para o funeral de Cholri Belaid assassinado a tiro esta semana quando saída de sua casa.
Registaram-se também confrontos no cemitério.

Os manifestantes cercaram o caixão do assassinado líder entoando slogans anti–islamitas.

As cenas que estão a ocorrer na Tunísia fazem lembrar aquelas registadas na revolução tunisiana há dois anos atrás.

Tal como então os dirigentes tunisinos cederam à fúria da população e anunciaram a dissolução do governo.

Falando á nação na Quarta feira á noite o primeiro ministro tunisino Hemadi Jebali disse ser sua intensão formar um governo de tecnocratas sem filiação política que ficaria no poder até á realização e eleições.

Mas horas depois o partido Ennahda que tem o poder rejeitou a dissolução do seu governo mas acrescentou estarem a realizar-se negociações para a formação de um novo governo.

Os protestos deram-se depois do assassinato de Chokri Belaid, um político da oposição e oponente dos islamitas moderados no poder e também do crescente poder de elementos islamitas da linha dura que os tunisinos conhecem como Salafistas.

Num entrevista pelo telefone a partir de Túnis, Selma Rekik, uma política da oposição do partido secular Nidaa Tounes  especulou que o assassinato de Belaid tinha sido planeado durante muito tempo.

Rekik tisse que havia uma lista de figuras seculares  a abater.

A família de Belaid culpou o Ennahdha pela sua morte, algo que o partido desmente categoricamente. Rekik disse que iria esperar pelos resultados de uma investigação

REKIK ACT IN FRENH FADE UNDER

Rekik disse que o governo tem que dissolver a chamada Liga para a Protecção da Revolução, um grupo semi-secreto de militantes pro Ennahdha que foram acusados de nos últimos meses  levarem a acabo ataques contra   grupos da oposição e sindicatos.

Falando de Túnis o director regional da organização de direitos humanos Human Rights Watch, Eric Goldstein, disse que a morte de Belaid deve ser o primeiro assassinato político na Tunísia no ultimo meio século. A sua organização quer também uma investigação completa ao assassinato e avisou que “uUm cenário argelino não pode ser posto de parte”.

“Por outras palavras: A Argélia nos anos de 1990 atravessou um período de extensa e dramática violência política. A Tunísia nunca teve isso, mas este assassinato é algo que nunga ninguém pensou que pudesse ocorrer. As pessoas estão muito perturbadas com isso,” disse

Por seu turno apolítica tunisina Selma Rkik disse que o pais esta hoje dividido entre muçulmanos e não muçulmanos e que nada é certo quanto ao futuro.
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