terça-feira, 02 setembro, 2014. 06:47 UTC

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Dividendos da luta armada não estão a beneficiar todos os angolanos, analista político

"Parece que precisamos todos os dias de novos 4 de Fevereiro".

Apoiantes do MPLA
Apoiantes do MPLA
António Capalandanda
O analista político, Ângelo Kapwatcha, disse que apesar da conquista da independência, Angola enfrentou um longo período de opressão, violência, cujo efeitos têm sido aumentados pelo desenvolvimento de uma governação discriminatória e corrupta.



Kapwatcha que falava a Voz da América, a margem das celebrações do 4 de Fevereiro que marcou o início da luta pela independência colonial em Angola, referiu que esta data deve fazer lembrar o sonho da liberdade que norteou os heróis da luta contra a opressão colonial portuguesa.

“ Nós em Angola não temos liberdade,” disse.

“Parece que precisamos de inventar todos os dias novos 4 de Fevereiros para conseguirmos a emancipação total” disse o analista, acrescentando que “ o sonho que tiveram os heróis de 4 de Fevereiro é o mesmo sonho que têm os actuais revolucionários que estão a desaparecer, que estão a ser raptados tal como o colono fazia.”

No dia 4 de Fevereiro de 1961, depois de esgotadas todas as restantes formas de resistência, recorreram à Luta Armada de Libertação Nacional, como a única via para se livrar do colonialismo português.

O Estado pós-colonial angolano nasceu do caos e da violência de uma guerra civil que desde o início, foi contemporânea da luta pela independência e  terminou em 2002, com a assinatura dos acordos de paz de Luena.

“ Na memória de 4 de Fevereiro habita um duplo sentimento: de um lado sentimo-nos gratos pelos esforços porque o colono saiu; de outro lado, verificamos que os dividendos da nossa luta não estão a beneficiar todos angolanos, está beneficiar apenas um grupo menor afecto ao MPLA,” disse o analista

Repudiou o facto de  que aqueles que fizeram do dia 4 de Fevereiro um símbolo nacional não serem reconhecidos pelo actual governo.

“ É assim que agente vê muitos antigos combatentes entre os quais velhinhos
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: Valentim de: Benguela
09.02.2013 14:07
Para actualizar o nome, procuram saber se és combatente de que partido. Basta dezeres que és do MPLA, logo és atendido. Se é que fores de outro partido és dado montões de volta de esperar este ou aquele Sr., tudo isto, é o sinónimo de racismo entre os angolanos. Estamos tramados em Angola.


por: José Armino de: Luanda
05.02.2013 20:36
O saldo de 4 de Fevereiro somos nós os filhos dos antigos Combatentes temos uma lei bonita que vela fictciamente sobre os antigos combatentes mas que na realidade não serve para nada. Vou dar só um exemplo: os mais novos dos antigos combatentes tem por aí uns 60 anos, estes, começaram a ter seus filhos aos 17, 18 ou mesmos aos 22 anos, passado mas de 40 anos os filhos destes antigos combatentes, isto é, os seus caçulas feitos com as primeiras esposas do Maqui, devem estar com 27 a 28 anos de idade. A lei diz que o filho do antigo combatente que tiver abaixo de 24 beneficia de bolsa isenção de pagamento e outras benesses. Se reparamos esse arrazoado da lei, chegamos triste conclusão que essa lei não se aplica aos seus destinatários primários, esta é uma lei para inglês ver. Devia haver descriminação positiva relativamente um dispositivo da lei que diz que as pessoas só podem aderir a função publica aos 35 anos. Esta lei não devia se aplicar aos filhos dos antigos combatentes, visto que os seus pais não beneficiariam de nada devido o facto do país ter estagnado de 75 a 2002. Agora que país começou a engatinhar as leis deviam ser revistas para atender as situações que tais pessoas viveram e vivem até hoje. Pelos factores acima referenciado muitos filhos os antigos combatentes só terminar a universidade aos 35 anos, estão de boa saúde mas não podem trabalhar por causa de uma lei absurda! Penso que lei tem de ser contextualizada com realidade social e factual de cada país. Angola é um país especial e as leis também tem de ser especiais não podemos fazer copy paste de leis de outras realidades que não viveram o que nós vivemos.


por: PROF.KILUANGE de: NEW YORK
05.02.2013 04:09
Por muitos anos, vivemos uma "vida de remendos atrás de remendos", perdendo assim a oportunidade de nos "rejuvenescermos" espiritual ou materialmente!?...Para que nos serve o jogo da roleta russa de luxo, quando os nossos "próprios e supostos irmãos" mendigam por água e luz nos seus afazeres quotidianos?... "Resta-nos" alguma decência moral?... quando ...uma em cada quatro crianças angolanas sofrem de má nutrição crónica e morrem de fome?! Até que ponto está endividada a qualidade de ar que respiramos e a segurança social das gerações actuais e vindouras –só Deus Sabe!Continuar a bater na mesma tecla originária da nossa "ferida gangrenada" é má-fé (do latim: mala fides) e ,acima de tudo ,uma grande afronta à nossa tranquilidade moral e espiritual. Não foi está a razão, antes e depois, de 4 de Fevereiro, por que lutamos!?... para ,posteriormente, conhecermos "publicamente" dos podres e maldições do homem que se crê ser o "pai da nação" e da sua filiação à máfia Russa-Chinesa...Porém, o perdão público nunca equivale a uma fraqueza individual,mas o rejuvenescer e (o)florescer de todas as nossas limitações,quer colectivas ou individuais ...O melhor que nos resta,e se essa for a vontade de interpertarmos a realidade, seja qual ela for!,é a reforma imediata e compulsiva de José Eduardo dos Santos, criação de uma comissão de transição,retirada dos chineses,reestruturação do sistema jurídico,dissolução do parlamento, renegociação de dívida com governos estrangeiros,etc.etc,etc.

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