terça-feira, 02 setembro, 2014. 21:21 UTC

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Economia chinesa precisa de reformas, dizem especialistas

Mais enfâse na economia privada, mais consumo interno e reformas do sistema financeiro são essenciais

Produzir para exportar ou para consumo interno?
Produzir para exportar ou para consumo interno?
Redacção VOA
Estatísticas divulgadas pelo governo chinês indicam que a economia do país, a segunda maior do mundo, parece estar a recuperar de quase dois anos de crescimento mais lento. Alguns estão optimistas de que os números indicam que a economia chinesa vai continuar a ter um crescimento estável no próximo anos mas outros manifestam preocupação sobre as fraquezas económicas internas e externas.




Entidades oficiais chinesas disseram que a economia cresceu 7,8%  em 2012. Isso era mais ou menos o que o governo tinha projectado mas é ainda o crescimento mais lento da economia chinesa desde 1999.

Shaun Rein, director executivo da companhia China Market Research Group, um companhia que investiga o mercado e economia chineses, disse que um crescimento mais lento é na verdade algo de bom para a China. Rein diz que nos últimos 10 anos a China tem dependendo demasiado em investimentos em infra estruturas e exportações do sector de manufacturação.

O que é preciso é criar mais consumo e portanto é preciso que o governo dê luz verde a projectos empresariais mais saudáveis, em vez de aprovar tudo com o objectivo de ter crescimento do PIB,” disse .

“Isto porque o resultado tem sido demasiada poluição e investimentos que na verdade são ineficientes,” acrescentou.

Guiar a economia para um crescimento económico mais saudável é um dos principais desafios para os novos líderes da China, incluindo o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Kepiang.

Entidades oficiais chinesas e economistas há muito que falam da necessidade da China aumentar o consumo doméstico ou o papel que o consumidor joga no crescimento global do país.

As vendas a retalho, o principal indicador dos gastos do consumidor na China, subiram mais de 14% o ano passado. O governo está também a fazer esforços par aumentar o investimento privado.

Falando à televisão oficial chinesa Sheng Xinli, vice director do comité económico do partido Comunista, mostrou-se optimista sobre a economia, afirmando que os gastos do consumidor já estão a aumentar e o nível da economia e investimentos privados registaram uma melhoria notável. Zheng disse que tudo isto indica que o impacto do crescimento doméstico na economia está a fortalecer-se.

Para aumentar o consumo doméstico ainda mais os economistas notam frequentemente a necessidade de se permitir às empresas privadas de jogarem um maior papel na economia da China. A China deu grandes impulsos na privatização nos anos de 1990 mas quando a crise financeira atingiu o país em 2008 o estímulo económico do governo pôs grandes enfâse nas companhias estatais, disse o analista Rein.

“Há por isso um desequilíbrio nos últimos quatro anos quando companhias estatais constituíram uma demasiada parte do crescimento económico e do mercado de trabalho dentro da China,” disse.

“Portanto o que se precisa é uma volta para os sectores privados, especificamente mas as empresais médias,”acrescentou.

Hu Xingdu, professor de economia no Instituto de Tecnologia de Pequim disse que a reforma financeira é uma questão chave que os dirigentes da China têm que resolver para normalizar a economia. Parte desse processo é assegurar que as companhias privadas vão ter acesso a fundos para fazer crescer as suas empresas.


Hu diz que os monopólios estatais sufocaram gravemente a economia chinesa especialmente a economia privada. O analista chinês disse que o controlo estatal das empresas financeiras levou a uma situação onde todos os fundos vão para empresas estatais e as pequenas e médias empresas têm grandes dificuldades em obter empréstimos e financiamento.

Para fazer face a isto o governo chinês aprovou várias chamadas zonas piloto onde as empresas privadas têm acesso a fundos alternativos.

Hu disse que embora essas reformas possam ajudar não serão suficientes.
Hu disse ser possível que nessas zonas piloto haverá uma maior multiplicidade no sistema bancário e que todo o tipo de bancos serão ali estabelecidos ajudando a resolver a situação. Mas, disse ele, é pouco provável que isso acabe com o controlo que os monopólios estatais têm sobre a economia.

Economistas dizem que é importante que o sector financeiro seja reformado porque isso ajudará a China a fortalecer o desenvolvimento da economia real.

Quanto menos a China depender de exportações e investimentos de infra estruturas para o crescimento, mais força terá para fazer face a crises financeiras à escala global.
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