sexta-feira, 31 julho, 2015. 09:19 UTC

Notícias / Moçambique

Moçambique: Advogada indignada com a libertação de um dos assassinos de Carlos Cardoso

Lucinda Cruz diz que família de Cardoso não pode recorrer da decisão do juíz

Em liberdade: Vicente Ramaya ao centro. À direita na foto está o seu advogado Abdul Gani. Foto de Urgel Matula
Em liberdade: Vicente Ramaya ao centro. À direita na foto está o seu advogado Abdul Gani. Foto de Urgel Matula
João Santa Rita
Foi com surpresa e indignação que a advogada da família de Carlos Cardoso tomou conhecimento da libertação de Vicente Ramaya, um dos responsáveis pelo assassinato daquele conhecido jornalista.




Ramaya é tido como cérebro do desfalque de milhões de meticais entre Março e Agosto de 1996 no Banco Comercial de Moçambique desfalque esse que estava a ser investigado por Cardoso quando foi baleado numa das ruas da capital moçambicana.

O juiz ordenou a libertação por bom comportamento de Ramaya sob termo de identidade e residência após ter cumprido 12 anos da sua pena maior de 23 anos.
A advogada Lucinda Cruz que representa os interesses da família de Carlos Cardoso disse não ter sido informada oficialmente da decisão.

“Causa-me estranheza,” disse a advogada que admitiu no entanto não haver qualquer ilegalidade na decisão de libertar Ramaya.

Mas, disse Lucinda Cruz, a lei não obriga a que se dê a liberdade antes do cumprimento da pena.

“O problema é questionar o que é que é um bom comportamento,” disse Lucinda Cruz recordando que Ramaya tinha sido condenado por assassinato, por fraude e “é  pelo menos suspeito de acordo com as minhas informações de ter cometido outra fraude e desta vez contra o estado já no período em que estava na cadeia”.

“Qual é o bom comportamento? Será o facto de ele não ter fugido da cadeia? Será o facto de não ter andado em guerras com outros presos na cadeia? É isso que é um bom comportamento?,” interrogou.

“Isto é um individuo que assassinou, que foi condenado a 23 anos, quase à pena máxima e agora ao fim de doze anos está cá fora,” disse Lucinda Cruz que se mostrou indignada não só pela libertação mas também pelo facto de não ter sido imposta a Ramaya “qualquer mais obrigação”.

“O juiz não impôs nenhuma obrigação, nem sequer de indemnização ás vítimas,” disse Lucinda Cruz recordando que “o juiz pode obrigar a uma série de outras condições”.
A advogada disse que juridicamente pouco há a fazer para tentar fazer anular a decisão.

“Estamos a estudar isso mas aparentemente é uma decisão que o ofendido ou a família da vítima não pode recorrer,” acrescentou.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: Francisco dos Santos Nama de: Quelimane
25.01.2013 19:39
triste senario, o nosso pais segundo a geografia das classes anteriores. diz O camarao simboliza divisa para o pais, agora ja nao ha camarao. o crime substituiu o camarao

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Qui 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sexta-feira 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Manchetes Americanas 30 de Julho 2015i
|| 0:00:00
...  
🔇
X
30.07.2015 18:51
Vídeo

Vídeo Amy Winehouse - o filme

No documentário, Amy, o realizador Asif Kapadia conta a história do nascimento e queda da super estrela do jazz Amy Winehouse. Usando filmes caseiros feitos por amigos e produtores de Amy, concertos, entrevistas públicas e sessões de gravações, Kapadia criou um retrato fantástico da cantora
Vídeo

Vídeo Sudão: música salva pessoas da morte

Em 2012 o realizador sudanês Hajooj Kuka realizou um documentário entre os refugiados da Guerra civil no Nilo Azul, Sudão, e na região montanhosa de Nuba. E surpreendeu-se com o que ali viu – a música estava a ajudar a salvar pessoas que estavam a ser alvo de ataques aéreos do seu próprio governo
Mais Vídeos