quarta-feira, 23 abril, 2014. 20:48 UTC

Notícias / África

ONU promove papel da mulher na sociedade africana

As mulheres são metade da população do Mundo: "Se num grupo de 100 pessoas só usarmos a capacidade de metade, estamos a perder a outra metade." - Michelle Bachelet

Michelle Bachelet em África
Michelle Bachelet em África

Multimédia

Áudio
Tamanho das letras - +
Redacção VOA
— A directora da organização ONU Mulheres visita o Senegal, Mali e Nigéria, numa digressão pela África Ocidental. Michelle Bachelet pretende chamar a atenção para a violência contra as mulheres e a necessidade de criar mais oportunidades de progresso económico e político.

Michelle Bachelet foi a primeira mulher presidente do Chile e agora é directora executiva da ONU Mulheres – uma instituição criada pelas Nações Unidas, em 2010, para promover a igualdade entre homens e mulheres e o empoderamento das mulheres.

Falando em Dakar, Bachelet disse que a participação política e económica das mulheres é vital, no longo prazo, para o crescimento e estabilidade dos seus países.

"Os direitos das mulheres, a igualdade do género e o empoderamento das mulheres são essenciais não só para elas como para toda a sociedade. E temos muitas provas disso no Mundo. Se num grupo de 100 pessoas só usarmos a capacidade de metade, estamos a perder a outra metade. (As mulheres são metade da população do Mundo). Se conseguirmos realizar o seu potencial todo o país beneficiará", declarou em Dakar

A digressão de Bachelet inclui o Mali, onde um golpe militar permitiu a rebeldes islamitas ocupar o norte do país e impor a lei islâmica. As mulheres, diz, são importantes para uma solução da crise no Mali e nas outras sociedades em conflito.

"A nossa experiência diz que, quando as mulheres desempenham um papel importante nos processos de paz, a paz é mais sustentável… Por isso estamos a fazer formação de mulheres no Mali, para serem mediadoras da paz. Assim elas poderão ter um papel substancial na construção da paz e na reconstrução da sociedade", opina Bachelet.

Bachelet nota que vários países africanos têm presentemente uma maior participação das mulheres na sociedade. No Ruanda, por exemplo, as mulheres ocupam 56% dos lugares no Governo – a mais alta percentagem de participação feminina no Mundo. No período de reconstrução pós genocídio, o governo estabeleceu uma quota mínima de 30% de participação feminina na vida pública.

No Senegal, foi aprovada uma lei requerendo igual número de homens e mulheres nas listas de candidatos em todas as eleições legislativas, regionais, municipais e rurais. Como resultado duplicou para 43% o número de deputadas na Assembleia Nacional.
A acção do governo, insiste Bachelet, é importante para dar às mulheres a voz que elas merecem, para criar leis que as protegem e, ainda mais importante, fazer cumprir essas leis.

Há muitos países, lembra Bachelet, que proíbem a violência contra as mulheres, a mutilação genital e os casamentos infantis, mas essas coisas continuam a acontecer.
Para além do Senegal, a viagem da directora da ONU Mulheres inclui visitas ao Mali e à Nigéria.
O forúm foi encerrado
Comentários
     
Năo existem comentários. Seja o primeiro

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Sexta 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Morte de dançarino da Globo culmina em protestos violentos no Brasili
|| 0:00:00
...
 
🔇
X
23.04.2014 18:02
Mais Vídeos