sexta-feira, 01 agosto, 2014. 09:49 UTC

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2013: Diálogo Renamo/Frelimo e eleições municipais serão acontecimetnos de nota

MDM quer aumentar autarquias sob seu controlo enquanto RENAMO poderá boicotar eleições

Afonso Dhlakama, líde rda Renamo
Afonso Dhlakama, líde rda Renamo
Simião Pongoane
Para Moçambique os principais desafios de 2013 serão em termos generalizados  políticos e económicos, sendo que a sociedade e cultura podem alinhar-se facilmente depois de resolvidos os assuntos políticos e económicos.

O País entra para 2013 com uma dívida política muito grande: evitar a eclosão de guerra por falta de solução das exigências da Renamo para a formação de uma comissão nacional de eleições com representação dos Frelimo e Renamo, reintegração dos oficiais de comando da Renamo retirados para reforma das FADM e despartidarização das instituições do Estado.

O diálogo entre o governo e a Renamo já começou, mas encalhou-se depois de três rondas.

O governo diz que está aberto para prosseguir com o diálogo.

“Esperamos que no espírito de boa-fé, a Renamo apresente as preocupações que sejam de interesse nacional e concorram para a manutenção da paz e da reconciliação nacional” –disse o Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, assegurando a abertura das portas para o diálogo com a Renamo

Só que a Renamo está desapontada por alegada falta de resultados no diálogo com o Governo, pelo que 2013 será mesmo determinante para ultrapassar o mal-entendido entre as duas partes para Afonso Dhlakama sair dos campos da serra de Gorongosa sem fazer guerra.

O ano de 2013 é um ano das eleições municipais em 43 autarquias do País.
O Movimento Democrático de Moçambique, considerado o filho mais novo do cenário político nacional, diz que já está preparado para concorrer às eleições depois do seu primeiro congresso realizado recentemente na Beira.

O Presidente do MDM, Daviz Simango, considera que “o grande exercício do partido em 2013 é melhorar a situação em que se encontra, portanto subir o número de deputados que temos para muito mais, sair do número de autarquias para muito mais e tentando o máximo possível convencer o eleitorado para que olhe no Movimento Democrático de Moçambique como alternativa para governação em Moçambique”.

A Renamo, principal partido da oposição, diz que só vai às eleições de 2013 se houver uma comissão nacional eleitoral formada na base de paridade numérica com a Frelimo, caso contrário ninguém será deixado votar.

As perspectivas económicas de 2013 assentam basicamente na manutenção e consolidação da política macro-economica do País para resistir à crise financeira internacional, atraindo investimento estrangeiro.

O Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, disse que “no próximo ano continuaremos a trabalhar na área de reforço das condições para que a nossa economia aconteça adequadamente. Continuaremos a mobilizar investimentos, a alargar a rede sanitária e a construir mais escolas”.

A distribuição da riqueza relacionada com a exploração dos recursos minerais vai continuar como manchete nos debates nacionais em 2013.

A sociedade e a cultura vão à boleia da política e da economia, mas cada uma à sua maneira. A ver vamos.
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