quarta-feira, 02 setembro, 2015. 21:45 UTC

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Cólera continua a matar no Cacuso

Várias pessoas pereceram até ao momento de acordo com a missionária superiora da congregação Dominicana de Santa Catarina de Cena da Igreja Católica, Cristina Francisco dos Santos.

Estação dos caminhos ferro em Cacuso, província de Malanje (VOA/Isaías Soares)
Estação dos caminhos ferro em Cacuso, província de Malanje (VOA/Isaías Soares)

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Isaías Soares
Cólera continua a matar em Cacuso. Mais uma pessoa morreu recentemente no Hospital Municipal de Cacuso, 72 quilómetros a oeste da cidade, vítima de cólera que afecta a região há mais de seis meses.

 

Fernando António disse que o seu irmão contraiu a patologia nas imediações do rio Kwanza, a poucos quilómetros da barragem hidroeléctrica de Capanda, cerca de 150 quilómetros desta capital.

“Eu saí de Malanje, ouvi lá que o seu irmão no Kwanza (rio) está doente com vómito e diarreia, fui lá lhe encontrei que sempre está doente, lhe levei do Kwanza onde escava, posto aqui em Cacuso o meu irmão Escovalo António acabou de falecer aqui”, confirmou.

 

Impaciente Fernando António aguardava apenas por uma boleia para levar o cadáver a cidade de Malanje, depois dos serviços de saúde não poderem salvar o paciente dado o atraso.

 

Várias pessoas pereceram até ao momento de acordo com a missionária superiora da congregação Dominicana de Santa Catarina de Cena da Igreja Católica, Cristina Francisco dos Santos.

 

“Constatei que este ano, em relação ao ano passado houve vários casos de morte e identificou-se a patologia como sendo cólera, manifestada por diarreia intensiva e vómito”, esclareceu.

 

Continuou a freira, “no princípio parecia que seria algo que fosse fácil de estancar, mas começou a tomar grande vulto, houve um número muito elevado de mortes inclusive até de internamentos urgentes”, onde “muito dos nossos alunos foram parar também ao hospital, alguns deles internaram gravemente”.


“Mas todos os casos em relação aos nossos alunos foram bem sucedidos, nós colaboramos de uma forma muito intensa, tivemos que ir por duas vezes buscar medicamento em Luanda para fazer face a esta situação, por que no hospital nem sempre havia também êxito em medicamentos”, lembro a irmã Cristina Francisco dos Santos.

Até ao último fim-de-semana quatro pacientes continuavam internados na sala de tratamento de cólera do Hospital Municipal local.


A chefe de repartição de Saúde, Cecília Mateus confirmou haver diminuição de casos desde que a doença eclodiu, mas sem as autoridades certificarem quantos pacientes morreram até ao momento.

“Fazendo a comparação em relação com os meses em atraso até ao preciso momento há uma grande redução, no passado tínhamos no máximo 30 casos por dia de entrada, mas nesse preciso momento entra um, dois casos por dia”, defendeu.

A doença que afecta comunidades periféricas a sede municipal de Cacuso está relacionada com o consumo de água imprópria, situação preocupante para o administrador municipal Furtado Azevedo, que criou um estado-maior para avaliar diariamente o assunto.

“Essa epidemia que surgiu no nossos município está a ser encarado com uma certa acuidade, estamos a trabalhar no sentido de mais rapidamente se estancar a situação”, garantiu.

Administrador municipal de Cacuso, Furtado Azevedo e o surto de cólera que afecta a região há mais de seis meses.

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