quinta-feira, 31 julho, 2014. 23:40 UTC

Notícias / Mundo

Malária: Falta de dinheiro põe em risco progressos

A organização mundial de saúde, OMS, adverte que pode registar-se um ressurgimento da malária/paludismo nos países onde foi feito muito progresso na última década. No seu relatório anual a OMS adverte para que a falta de financiamentos pode prejudicar o combate contra a malária/paludismo.

Menino espera ser testado para a malaria, em Manica, Mocambique.Menino espera ser testado para a malaria, em Manica, Mocambique.
x
Menino espera ser testado para a malaria, em Manica, Mocambique.
Menino espera ser testado para a malaria, em Manica, Mocambique.
Ana Guedes
Richard Cidulskis da OMS diz que nos últimos 10 anos se assistiu a um esforço concertado por parte dos países onde a malária é endémica e outros para “reforçar as medidas de controlo da malária em todo o mundo.” Assim, sublinhou, muitas vidas foram salvas.

“Foram feitos enormes progressos e estimamos que foram evitadas cerca de 1,1 milhão de mortes devido à malária. Estas 1,1 milhão de mortes foram evitadas na sua maior parte nos 10 países africanos mais duramente atingidos. Assistimos a outros progressos em 50 dos 99 países onde se dá a transmissão da malária e que estão a caminho de conseguirem os objectivos internacionais de reduzir em 75% a incidência da malária até ao ano de 2015.”

Contudo, estes 50 países representam apenas 3% -- ou sete milhões de pessoas – dos casos de malária assinalados em 2000. A OMS diz que a estimativa de 2000 é a usada para medir os progressos.
Registou-se também um grande aumento dos testes de diagnóstico rápido e da terapia de combinação de artemisina.

Cidulskis é o coordenador da OMS para a estratégia, economia e eliminação do Programa Global da Malária.

“Uma das preocupações é termos chegado a um ponto onde não recebemos mais dinheiro do que no ano anterior. Em anos anteriores, registava-se um aumento ano após ano. Em 2011, contudo, havia de facto menos dinheiro para o controlo da malária do que existia em 2010, 2,3 biliões de dólares. É muito dinheiro, mas muito aquém dos 5,1 biliões necessários para assegurar que todos têm acesso às intervenções contra a malária.”

Mas há outras preocupações. O número de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, entregues nos países endémicos, diminuiu de 145 milhões em 2010 para 66 milhões em 2012. Mais do que isso, o relatório mundial da malária/paludismo diz que “estacionou o número de pulverizações do interior de casas, sendo de 11% entre as populações em risco.”

“Caso não se aumentem as operações de controlo em 2013, arriscamo-nos a que haja um aumento acentuado da malária na África subsaariana.”

O relatório da OMS diz que o peso da malária está concentrado em 14 países endémicos os quais representam 80% das mortes por malária. A maior parte da África subsaariana, a Nigéria, e a República Democrática do Congo são os países mais afectados na região, enquanto na zona do sueste asiático é a Índia.
Estima-se que no mundo haja mais de 219 milhões de casos de malária.

“Cada um desses casos e cada uma dessas mortes podem ser evitados.”

Cidulskis diz que o não aumento do financiamento se deve à recessão global. Mas nota que a maior parte dos países endémicos são países pobres. E apesar de terem vindo a aumentar o investimento em programas de controlo e tratamento, os seus recursos são limitados.

O relatório da OMS fala da necessidade de reforçar os programas de monitorização da malária e assegurar que os países afectados dispõem dos medicamentos e das redes mosquiteiras de que precisam.
O forúm foi encerrado
Comentários
     
Năo existem comentários. Seja o primeiro

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Sexta 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Ivan Collinson - Participante Yalii
X
31.07.2014 20:06
Ivan Collinson - Participante Yali. Veio de Moçambique e é director adjunto do registo académico da Universidade Eduardo Mondlane. Ivan sente-se mais africano depois de participar na Iniciativa Jovens Líderes Africanos nos EUA
Vídeo

Vídeo Ivan Collinson - Participante Yali

Ivan Collinson - Participante Yali. Veio de Moçambique e é director adjunto do registo académico da Universidade Eduardo Mondlane. Ivan sente-se mais africano depois de participar na Iniciativa Jovens Líderes Africanos nos EUA
Vídeo

Vídeo Manchetes Americanas 31 Julho 2014

Câmara dos Representantes indicia processo contra Presidente Barack Obama
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 31Julho 2014

Da propagação do vírus do ébola, aos ataques do Boko Haram. Os títulos que marcam a actualidade de África
Vídeo

Vídeo Cadija Mané - Participante Yali

Cadija Mané - Participante Yali. Veio da Guiné-Bissau, onde trabalha como coordenadora da Casa dos Direitos. Regressa para a Guiné com mais determinação e força de vontade para mudar as coisas
Vídeo

Vídeo Vilma Nhambi - Participante Yali

Vilma Nhambi - Participante Yali. Veio de Moçambique e tem um projecto com mulheres e adolescentes nas zonas rurais.
Vídeo

Vídeo Selma Neves - Participante Yali

Selma Neves - Participante Yali, veio de Cabo Verde. É Presidente da Incubadora, uma cooperativa de empoderamento de mulheres e fica por mais dois meses para um estágio em Nova Iorque
Vídeo

Vídeo Manchetes Americanas 29 Julho 2014

Os principais assuntos que fazem a actualidade dos Estados Unidos da América, com Bruna Ladeira
Vídeo

Vídeo Majo Joseph - Participante Yali

Majo Joseph - Participante Yali veio de Moçambique e a sua área de acção é a sociedade civil e seu empoderamento
Vídeo

Vídeo Akiules Neto - Participante Yali

Akiules Neto - Participante Yali. Veio de Angola e a sua vida são os números
Mais Vídeos