sábado, 06 fevereiro, 2016. 07:14 UTC

    Notícias / África e Mundo

    Mali: Grupos rebeldes cada vez mais pressionados

    Os grupos rebeldes apoderaram-se de 3 regiões do Norte do Mali em Abril passado na sequência de um golpe de estado.

    Membros das forças governamentais malianas treinam a 600 Km a nordeste de Bamako
    Membros das forças governamentais malianas treinam a 600 Km a nordeste de Bamako
    Redacção VOA
    A crise no norte do Mali entra numa nova fase esta semana. De facto, entidades oficiais malianas deverão reunir-se com delegações de dois grupos rebeldes enquanto o Conselho de Segurança da ONU se prepara para tomar em consideração o plano para uma intervenção militar regional no Mali.

    Os grupos rebeldes apoderaram-se de 3 regiões do Norte do Mali em Abril passado na sequência de um golpe de estado.

    O ministro maliano dos negócios estrangeiros encontra-se em Ouagadougou onde deverá reunir-se com delegações de dois dos grupos armados: a seita islâmica Ansar Dine e o movimento separatista tuaregue MNLA.

    Tratar-se-ão das primeiras conversações directas entre as autoridades malianas e os dois grupos rebeldes desde o início da crise. Ambas as organizações concordaram em participar nas conversações mediadas pela CEDEAO para encontrar uma solução pacífica para a crise.

    Contudo muitos analistas consideram que a força será necessária no que diz respeito a um terceiro grupo, os combatentes estrangeiros da Al kaida do Norte de África.

    Na quarta-feira o Conselho de Segurança da ONU vai analisar os planos da União Africana e da CEDEAO para constituir uma força regional de 3.300 homens para ajudar o governo maliano a reconquistar o norte do país. Os líderes africanos pretendem uma intervenção com um mandato da União Africana.

    O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon deu o seu aval a uma missão de um ano da União Africana no Mali, mas, no seu relatório na semana passada, afirmou que os líderes africanos devem primeiro estudar logísticas adicionais para a missão e que a constituição dessa força devia ser considerada como um último recurso.

    O presidente interino do Mali, Diouncounda  Traoré, reuniu-se ontem com o presidente do Níger, Mahamadou Issoufou em Niamei.

    O presidente Issoufou, um defensor da intervenção militar, disse que os países africanos devem agir rapidamente.

    Issoufou declarou ainda que se os rebeldes conseguirem fixar-se no norte do Mali irão depois atacar os países vizinhos. Disse ainda que estava confiante que o Conselho de Segurança iria dar o seu aval ao plano de intervenção.

    A ONU poderá dar luz verde a essa força até ao final do ano mas observadores regionais dizem que, a verificar-se, a ofensiva no norte do Mali não deverá começar antes da segunda metade do ano que vem.
    O forúm foi encerrado
    Comentário
    Comentários
         
    por: Rui Manuel da Costa de: Bissau
    04.12.2012 08:53
    Malianos do norte estão a sofrer demais , por isso deve haver uma intervenção bem concerta da CEDEAO e da UA.
    estes rebeldes estão a cometr duplas crimes: destruiram monumentos, lugares históricos saquiram bens de populações.
    Ban Ki-moon vivendo no luxo querendo redar intervenção militar para expulsar os rebeldes.

    Siga-nos

    Rádio

    AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

    Sexta 16:30 - 17:30 UTC
     

    AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

    Seg-Qui 17:00 - 18:30 UTC
     

    AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

    Sexta-feira 17:30 UTC
     

    AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

    Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

    Os Nossos Vídeos

    Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
    Manchetes Mundo 5 Fevereiro 2016i
    X
    05.02.2016 18:40
    Vídeo

    Vídeo Filhos de Jonas Savimbi levam empresa de jogo Call of Duty a tribunal

    Em causa está um milhão de dólares de indemnização por danos morais Entrevista dada à AFP
    Vídeo

    Vídeo Como Chegar à Casa Branca II

    O caminho para a Casa Branca depende de muitos factores Um deles é sem dúvida o financiamento - quanto mais dinheiro tiver, melhor para o candidato Este é o 2º vídeo que explica como decorre a campanha presidencial nos Estados Unidos até ao dia da eleição do Presidente
    Mais Vídeos