segunda-feira, 21 abril, 2014. 09:46 UTC

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Angola: "Numa" diz não ter sido informado de suspensão do parlamento

Secretário-geral da UNITA diz que há que diferenciar entre declarações como deputado e como dirigente da UNITA.

Angola: "Numa" diz não ter sido informado de suspensão do parlamento
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"Numa" reage a possível suspensão

O Secretário-geral da UNITA,  Abílio Camalata “Numa” disse desconhecer oficialmente qualquer intenção do parlamento de o expulsar ou suspender da assembleia.

Camalata “Numa” reagia a uma notícia publicada pelo semanário angolano Novo Jornal  segundo o qual os deputados da Unita Abílio Camalata Numa e Makuta Nkondo “correm o risco de perder os seus mandatos na Assembleia Nacional” sob acusação de terem violado sistematicamente as normas essenciais de empenho dos deputados.

Num comunicado mas sem mencionar nomes a Assembleia Nacional, controlada pelo MPLA,  condenou o que descreveu de violação das normas elementares de comportamento por parte de alguns deputados e acrescenta que vai propor à comissão de mandatos e ética que tome medidas para corrigir o que chama de comportamentos indignos desses deputados que não identifica.

Recorde-se que recentemente Camalata “Numa” esteve envolvido numa greve de fome no Bailundo para protestar contra a detenção de um militante do seu partido.

Numa entrevista à Voz da America “Numa” disse não ter “tido acesso a nenhuma comunicação precisa da Assembleia Nacional”.

O Secretário-geral da UNITA disse ter conhecimento de um comunicado do presidente do parlamento sobre declarações de deputados “que mereceriam alguma consideração”.

Mas Camalata “Numa” disse ter que ser feita uma distinção entre declarações que faz como deputado ou em tarefas de deputado e as que faz como Secretário-geral da UNITA.

Seria “muito difícil” para a Assembleia decidirem suspende-lo com base em declarações que ele teria feito como militante da UNITA e não como deputado.

“Que provem que eu agi como deputado e que o que eu teria dito mancha a ética da Assembleia Nacional,“ disse “Numa”.

“Há coisas muito piores que se fazem neste país,” disse o dirigente da UNITA que exortou o partido no poder a investigar a “corrupção” no seu seio e ainda “crimes políticos” cometidos pelo próprio MPLA.

Camalata “Numa” disse que uma decisão de o suspender da assembleia não seria uma acção “assim tão simples”.

“Eu não fui eleito pela Assembleia Nacional, “ disse.

“Eu fui eleito pelo povo e é em nome desse povo que eu tenho estado a agir,” acrescentou.

Na sua entrevista o Secretário-geral da UNITA disse que na reunião da Comissão Politica do partido tinha sido decidido delegar ao presidente do partido poderes para decidir “nos próximos dias” as datas do próximo congresso da organização.

Esse congresso terá que realizar-se antes do fim do ano, disse Camalata “Numa”.

Ouça a entrevista carregando na barra azul no topo

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