sexta-feira, 01 agosto, 2014. 07:47 UTC

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Angola: MECANAGRO deve seis meses de salários em Malanje

Sindicato já avisou que pode entrar em greve por causa dos salários e dos descontos não pagos à segurança social

É visível a degradação do estaleiro da Mecanagro em Malanje
É visível a degradação do estaleiro da Mecanagro em Malanje

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Isaías Soares

 

Mecanagro deve seis meses de salários

Na província do Malange os trabalhadores da empresa MECANAGRO estão a seis meses sem salários e o sindicato ameaçou recorrer a greve para resolver o impasse.
A Empresa Nacional de Mecanização Agrícola não só deve aos trabalhadores como também ao Estado e as suas fornecedoras.

A referida instituição de prestação de serviço deve igualmente o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e a Unta – Confederação Sindical, de acordo com o funcionário do departamento comercial, Manuel José Pinto que admitem a paralisação de toda actividade nos próximos tempos.

“Não só o salário, também temos trabalhadores que já estão há mais de quatro anos que não conseguem entrar na reforma por que os imposto não foram pagos, já em 2010 nós nos tinham descontado dois meses de salários para fazer o pagamento dos impostos para metermos os homens na reforma, os impostos não foram pagos e os homens também não conseguem entrar na reforma”, esclareceu, acrescentado “a quotização da Unta que também não foi paga são dezasseis meses sem pagar, é muito, isso nos preocupa bastante”, lamentou Manuel Pinto.

A separação das famílias é o novo fenómeno criado na empresa que congrega as províncias do Kwanza – Norte com dez quadros e do Uíge com 37 funcionários. A chefe de secção do pessoal Lucrécia António de Brito, garantiu que a empresa funciona a meio gás.

“Porque não há moral nenhuma de um trabalhador seis meses sem salários chegar e labutar, por que costuma-se a dizer assim: - nenhuma comandante manda o soldado à guerra sem munições, nós não temos munições, qual é a moral de trabalho? Não temos nenhuma”, afirmou.

O sustento das famílias “só Deus sabe, kilapes daqui, kilapes dacolá”, exemplificou, para depois acenar que “há mulheres que estão a fugir os nossos colegas, porque pensam que já recebeu o salário e está a ir por aí, por aí, mas não! Estamos a seis meses sem salários, isso baixa a moral do trabalhador”, lamentou Lucrécia de Brito, também responsável sindical e assalariada da referida empresa de prestação de serviço.

“Precisamos desse salário é divino, é sagrado e como é que uma empresa se é do Estado, se é pública, como é que não nos dá o salário?”, questionou.

A União dos Sindicatos de Malanje já reuniu em assembleia os trabalhadores da MECANAGRO é uma posição firme será tomada, como confirmou o secretário provincial António José, que considerou de crime o roubo de dois meses de salários dos sete referente ao ano transacto para o pagamento do imposto sobre o rendimento de trabalho.

“Perante esta situação, normalmente utilizamos a outra arma, que é precisamente a Lei da Greve, por isso, nós vamos fazer sair um caderno reivindicativo na segunda-feira com prazos de negociação de sete dias, neste prazo se não haver luz verde imediata para o pagamento dos salários, para a reposição do IRT, para a reposição da segurança social e reposição da quota sindical os trabalhadores estão na eminência de entrar em greve”, concluiu.
Os funcionários daquela empresa pública defendem a extensão da provável greve às direcções regionais de Benguela e Huíla, que enfrentam o mesmo infortúnio.

O forúm foi encerrado
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