sexta-feira, 19 setembro, 2014. 11:48 UTC

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Angola: Governo provoca falência de empresários de Cabinda

Acusação é da Câmara de Comércio da provincia independentista que já deu a conhecer ao governador Mawete João Baptista

José Manuel

 

Acusações dos Empresários de Cabinda

A Câmara de Comercio e Industria de Cabinda, acusa o governo da província de estar na base da falência do empresariado local.

Para o efeito aquela organização de comércio, dirigiu ao governador de Cabinda Mawete João Baptista um memorando onde manifesta a sua indignação pela discriminação que o empresariado local tem sido vitima.

No documento, os empresários acusam o governador de Cabinda de estar a contribuir para o empobrecimento da classe ao recusar ao pagamento da divida publica dos empresários de Cabinda que prestaram serviços ao executivo local.

A câmara lamenta a não implementação das promessas da construção de um porto comercial para Cabinda que segundo os empresários prejudica a implementação do estatuto portuário e aduaneiro aprovado pelo governo para a região.

Esta situação segundo a câmara de Comercio tem contribuído para o encarecimento do preço de produtos básicos de consumo e da vida das populações de Cabinda que se ressente com o elevado custo de vida.

A câmara denuncia existirem práticas discriminatórias na atribuição de privilégios a empresários provenientes de outros pontos de Angola em relação aos de Cabinda que segundo o documento, não são contemplados nos vários concursos públicos promovidos pelo governo local para o desenvolvimento local.

Muitos empresários de outros pólos de Angola recebem e executam obras sem participarem num concurso público.

Os empresários do ramo hoteleiro clamam por falência porque o governador da província decidiu arrendar as casas, inicialmente construídas para funcionários públicos, transformadas durante o campeonato africano de futebol em complexo olímpico aos estrangeiros ao serviço da indústria petrolífera.

A Câmara de Comércio questiona o destino dos dinheiros do fundo FICA e exige a apresentação de resultados contabilísticos sobre o investimento feito e a revelação dos empresários contemplados pelo mesmo fundo.

No seu documento a câmara de comércio e indústria apoiou as reivindicações no sector da saúde e apela a melhoria o saneamento básico nas ruas de Cabinda que  considera a situação como um atentado a saúde publica.

Desmentiu a existência de obras no propalado parque industrial de Futila e desafia o governo da província a apresentar infra-estruturas que tenham sido erguidas no âmbito do projecto.

A câmara alerta ainda ao governador Mawete João Baptista que vai recorrer a instituições do poder central em Luanda para pedir explicações sobre a situação critica e de marginalização que os empresários de Cabinda estão votados.

Recorde-se que recentemente o Secretário do Estado para os direitos humanos António Bento Bembe considerou de miserável o custo de vida das populações de Cabinda.

O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: Pedrito
01.04.2012 04:14
Não é novidade nenhuma. Todos os Governadores Provinciais, tratam de projetar as empresas dele, dos amigos, das segundas damas. Os outros, que se danem. É assim no K.Kubango, Bié, Huambo, Benguela e por aí fora.


por: Manata mtima
30.03.2012 03:53
Se não sabiam, Mawete veio à Cabinda para acabar com todos aqueles que não se deixam vergar pelo regime ocupacionista, começando pelos guerrilheiros, líderes religiosos, empresários e tantas outras figuras cabindesas. É pena que nesta empreitada, também estão cabindas a ajudarem o inimigo matar os seus próprios irmãos.


por: Love Me
29.03.2012 16:23
LULU KANGAMBA que nem a 12 tem esta a mandar em Cabinda! WTF com o Governo Central de Luanda??


por: Maiombe
29.03.2012 08:10
Não apenas isso. O bamdido até solicita um hill para levar as coisas roubadas para a sua terra natal que só vivem de café, as receitas de frontes de autocarros chamados Mawete vão aonde, as sisternas que apenas transporte combustível do terminal oceano para as turbinas com que dinheiro as comprou e que os semples motoristas vieram de Uíge. Pergunto, será que o seu patrão Eduardos Santos não sabe? Ou lhe enviou para vir matar lentamente o povo de Cabinda. Que tipo de Governante é esse qnão


por: BEBUXO
29.03.2012 03:17
Viva a flec pois lutara ate o ultimo cabinda morrer mas ate la vao continuar a receber cadaveres provenientes de maiombe em tempo de paz. ja viram com as manifestacoes? agora tambem estam a levar surra bem feito, nos em cabinda ja estamos abituados a levar surra pergunta aos empresarios agora quem manda e o LULU KANGAMBA.

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