sábado, 02 agosto, 2014. 08:35 UTC

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Partidos da oposição angolana dão a cara pela manifestação de 7 de Março

A falta de pluralidade editorial revela-se como a grande barreira à liberdade de expressão

Isaías Samakuva, fotografado num comício da última camanha eleitoral. A UNITA ainda não tomou posição pública sobre a manifestaçao de 7 de Março
Isaías Samakuva, fotografado num comício da última camanha eleitoral. A UNITA ainda não tomou posição pública sobre a manifestaçao de 7 de Março

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Alexandre NetoFaustino Diogo

Pelo menos três organizações políticas nomeadamente, o PP-Partido Popular, o PDP-ANA, e os POCs decidiram apoiar a manifestação do próximo dia 7 de Março, após a mesma ter sido convocada, de forma anónima, através da internet.

À oposição política juntam-se organizações da sociedade civil, das quais se destaca o Amplo Movimento Pelo Cidadão, o Fórum das Autoridades Tradicionais, a MPALABANDA e o Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos.

Compreendendo a insatisfação popular generalizada” disseram os responsáveis, “estamos determinados a ir para uma vigília marcada para o dia 6, domingo que vem e no dia 7, juntar-se ao outro movimento convocado via internet”. Clique na barra abaixo para ouvir esses partidos na reportagem de Alexandre Neto.

A cara da manifestação de 7 de Março

Se alguns dos nossos entrevistados, em reportagens anteriores, se mostravam preocupados face à ausência de indivíduos ou organizações responsáveis pela manifestação organização, aqueles pequenos partifos deram a resposta..

Uma delegação, integrada pelos activistas dos direitos humanos e políticos David Mendes, Manuel Fernandes e Sidiangani Mbimbi deslocou-se ao palácio presidencial para deixar uma carta ao presidente José Eduardo dos Santos, pedindo-lhe que não reprima os manifestantes. Foram de seguida ao gabinete do Governador para comunicar-lhe da vigília de domingo.

O documento entregue na presidência fundamenta na essência a razão de ser da manifestação, devido ao que consideram o descontentamento causado pelas demolições, as expropriações de terras, a violência contra a mulher vendedora de rua e o alto custo de vida.

Figuras religiosas e do empresariado, aliaram.se, entretanto, ao governo, e vêm intervindo para apelar a população para não aderir.

Depois do padre Apolónio, ontem foi a vez de Bento Kangamba conhecido empresário. O também genro do irmão do presidente Eduardo dos Santos, recordou o morticínio de 1992.

Face às ameaças públicas de repressão, nomeadamente do secretário-geral do MPLA, Dino Matross, como se preparam os organizadores?

Sidiangani Mbimbi, presidente do PDP-ANA, refere que o mesmo povo que votou com mais de 81% no MPLA em 2008  quer agora usar o seu direito constitucional de se expressar.

Este ambiente de incerteza que pira sobre Luanda por causas da manifestação, parec estar adesencorajar a participação de alguns.

Os habitantes da capital angolana manifestam-se cépticos quanto à sua participação receando o reaparecimento de conflitos que faça ressurgir os períodos ligados com a guerra civil. Clique na barra abaixo, para ouvir as opiniões que os luandenses partilharam com Faustino Diogo da Voz da Ammérica.

Incerteza dos luandenses

O receio de repressão pelas forças de segurança parece condicionar alguns angolanos.

O forúm foi encerrado
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