segunda-feira, 01 setembro, 2014. 07:31 UTC

Notícias / Angola

Economistas exigem rigor na aplicação de 43 milhões de dólares devolvidos ao Estado angolano

O dinheiro encontrava-se bloqueado nos bancos suíços, por ter sido depositado em contas particulares de dirigentes angolanos

Kwanzas angolanos
Kwanzas angolanos
Manuel José
O dinheiro que se encontrava bloqueado nos bancos suíços, por terem sido depositados em contas particulares de dirigentes angolanos, foi já entregue às autoridades de Angola. Uma prática que segundo o consultor económico internacional Fernando Heitor configura corrupção e roubo

“Os dinheiros do Estado nunca devem ser depositados em contas de funcionários públicos, isto é roubo, é corrupção, tem todos os nomes feios que mancham a dignidade do Estado e a imagem do governo”.


O economista espera que o executivo de Angola aprenda com o ocorrido:

“Da parte de Angola espero que tenham aprendido a lição e se acautele com estas regras universais, um governo que se preze procura cumprir estes mecanismos”.

Heitor defende que este dinheiro seja inserido no OGE, para 2013:

“Temos que questionar aqui internamente como é que esse dinheiro vai entrar, esse dinheiro em princípio devia entrar como receita do OGE”.

Outro economista, com a mesma leitura, Filomeno Vieira Lopes pensa que houve violação do executivo angolano ao colocar o que é de todos em contas particulares:

“Estamos perante uma violação que o próprio Estado cometeu que criou todo este embargo que as autoridades suíças fizeram a este dinheiro. Agora é preciso que que se fiscalize com rigor o destino que este dinheiro devolvido possa tomar”.
“Não se pode estar num país democrático, sem que o executivo seja efectivamente fiscalizado”.

Já o especialista em gestão económica, Faustino Mumbica, acredita que os 43 milhões de dólares são apenas uma parte do global do dinheiro desviado de Angola:

“O que anda noutros países nenhum de nós o sabem e eventualmente muito mais do que isso é uma ínfima parte, na altura falava-se em cerca de 700 milhões de dólares”.

Mumbica faz uma caracterização do que acha que tem ocorrido no país:

“Há aqui uma classe que rouba a toda a gente e com o dinheiro que rouba do povo promove a corrupção”.

Especialistas em economia preocupados com o destino que se possa dar aos 43 milhões de dólares recuperados pelo Estado angolano da Suíça.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: miguel canzamba de: Luanda
31.12.2012 19:53
Nao acredito que a devoluçao deste dinheiro irá servir como liçao de moral para o governo angolano, eles nao têm quem lhes fiscalize por isso nao há garantias de que este dinheiro volte mesmo aos cofres do estado quase nao há diferença entre as contas do estado e as contas do elementos ligados ao poder. Eles movimentam tudo da mesma maneira.


por: joao antonio de: lobito
27.12.2012 08:28
prisao imediata do topo a base pois estamos fartos desses alcaidas ali babas e os quatro mil ladroes enfatados e disfarcados de representantes do povo que roubam , matam e exploram

Resposta

por: Marco Balotelli de: Distrito do Rangel
28.12.2012 11:08
Isso é um cumulo de mal governação, o problema dos Ditadores é esse, eles acham-se sempre certo tudo que fazem e tudo que dizem, este caso deve ser entregue a Procuradoria Geral, isso se ela funciona com direito, porque essas pessoas estao identificadas pelo Banco Suiço la estao os nomes deles o nosso estado deveria julgar essas pessoas. Isso é sabido que o Executivo Angolano mete dinheiro em contas privadas dos Politicos Angolanos, vimos o Advogado David Mendes fez uma queixa a Procuradoria da Republica deum cidadão Angola que recebeu cerca de 700 e tal milhões vindo das contas da Sonangol, isso é crime de corrupção, devemos lutar pelo desvios de milhares de Angola e o caso Angolagate devem ser julgados.


por: Joao Paulo de: EUA
26.12.2012 18:44
Esperamos que tarde ou cedo alguns dos ditos dirigentes corruptos de Angola, venham a responder perante a justica pelos seus actos. A historia da corrupcao dos governantes em angola, e` tao graves, como o foram os crimes da guerra, genocidio, crimes contra Humanidade, etc. cometidos depois das primeiras eleicoes gerais no pais e ainda estao impunes. Em consequencia disso, entregaram-se a corrupcao o enriquecimento ilicitos, com esperanca de que, estes crimes tambem venham ficar impunes.

Global Witnness publicou um importante Relatorio com o titulo "A historia devastadora das industrias petrliferas e bancarias na guerra privatizada de Angola (Os Homens dos Presidentes)" Que revela em profundidade como comecou e desenvolveu a corrupcao e o processo Angolagate.

Pedimos de que quando estao a publicar estas noticias, deve haver clareza, por exemplo esse dinheiro agora recuperado que estava bloqueado na Suica, em nome de que dirigente estava depositado. Tambem ja ouvimos que os Estdos Unidos vao fazer o mesmo com as contas bancarias dos Consulados e ou Embaixada de Angola neste pais. O que existe e se exige no campo da justica e`, de investigar primeiro para depois tomar medidas ou predender e nao o contrario. Por conseguinte a corrupcao em Angola, esta` mais activa, porque muitos dirigentes de outros paises que deveriam contribuir no combate a esse mal,sao subornados ou seja involvidos ainda que indirectamente. E` assim que os dinheiros e outras propriedades provenientes da corrupcao e enriquecimento ilicito dos dirigentes angolanos estao fora do pais. So a simples devolucao do dinheiro, nao basta, tambem o dirigente em nome quem estava depositado esse dinheiro deve responder internamente e ou o publico deve conhece-lo. Assim funcina a boa governanca.

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