segunda-feira, 08 fevereiro, 2016. 12:19 UTC

    Notícias / Angola

    Passaportes confiscados a Adriano Parreira vão ser devolvidos

    Autoridades angolanas queriam apenas saber endereço e telefone de Adriano Parreira envolvido em acção jurídica contra políticos angolanos

    Auto de apreensão dos passaportes a Adriano Parreira
    Auto de apreensão dos passaportes a Adriano Parreira
    Manuel José
    Primeiro confiscaram-lhe os passaportes. Agora as autoridades angolanas dizem que queriam apenas saber da sua morada e telefone.




    Este o cenário do caso envolvendo Adriano Parreira cujos passaportes angolano e português lhe foram confiscados no aeroporto de Luanda quando se preparava para embarcar para Europa há poucos dias atrás.

    Parreira esteve envolvido numa queixa em tribunal contra conhecidas personalidades políticas angolanas.

    O caso poderá agora  ter chegado ao fim atendendo as palavras do próprio Parreira, citando o procurador-geral adjunto da república, junto da Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal Beato Manuel Paulo.

    Segundo Adriano Parreira que não conseguiu saír de Angola, por lhe terem retirado os seus passaportes, tratou-se apenas de um procedimento que as autoridades consideram de “normal”.

    O procurador-geral adjunto junto da DNAP queriam apenas saber informações sobre o endereço actual e o contacto telefónico de Adriano Parreira. Adriano Parreira que preferiu não gravar entrevista, alegando estar ainda chocado com o sucedido disse á VOA que o procurador Beato Manuel Paulo desculpou-se pelo acontecido e garantiu que estava resolvido o problema e dentro de 24 horas Parreira teria de volta os seus documentos e a respectiva autorização para sair do país.

    O que não ficou garantido, segundo Adriano Parreira e qualquer tipo de indemnização pelos prejuízos causados.

    Já que Parreira tinha viagem marcada e paga para Espanha dia 3 de Dezembro mas isso não aconteceu porque os serviços de emigração impediram, alegando possuírem ordens para que Parreira se apresentasse à Direcção Nacional de Investigação de Acção Penal.

    Questionado se vai apresentar qualquer pedido de indemnização, Parreira respondeu que primeiro quer os seus documentos de volta, esfriar a cabeça só depois vai pensar sobre que passos dar.

    Adriano Parreira insiste em afirmar que este episodio só está a acontecer como forma de represália a sua pessoa, pelo facto de ele ter feito um pedido de averiguação a Procuradoria Geral da República portuguesa sobre eventuais casos de corrupção praticados por altas figuras da nomenclatura angolana, como o vice-presidente da república Manuel Vicente, o general Hélder Vieira Dias Kopelipa entre outras.

    De recordar que em 1992 Adriano Parreira era presidente do extinto partido politico angolano PAI (Partido Angolano Independente).
    O forúm foi encerrado
    Comentário
    Comentários
         
    por: António Bimbi de: Luanda
    06.12.2012 09:04
    Isto é sempre assim, quando nós tentamos ir em busca da justiça de maneira mais legal o injusto, bajuladores, corruptos, medíocres e amantes de repreensão e falta de humanismo, ficam com medo de perder aquilo que ganharam sem mérito e injustamente. No entanto, a solução é oprimir as pessoas do bem, a favor dos direitos humanos, liberdade de expressão e uma democracia mais espelhada até aos mais altos níveis de transparências, tão notável que um adolescente senti a verdadeira vida social que um povo como os angolanos merecem...
    Mas, eu lhe aconselharia, o Sr. Adriano Parreira a buscar pela justiça (indemnização), para que os facto ocorrido não se repita com pessoas menos indefesas e sirva de exemplos para esse... Sei como poderia lhes chamar... É melhor eu me calar para não ser inconveniente!!!


    por: Francis
    06.12.2012 00:24
    Atitude de um Governo autoritario e nao Democratico. Talvez esteja muito enganando a mim mesmo ou entao parece um sonho nosso pais vivendo abaixo de uma ditadura Facista e Comunista ou mesmo Hilteralista.Que pena e a nossa Democracia Facista em que vivemos.

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