Angolanos agradados com não intervenção militar na R D Congo
O jurista Marcolino Moco saudou esta quarta-feira a intenção do Governo angolano de não voltar a apoiar militarmente as autoridades de Kinshasa na sua luta contra a rebelião no Kivu Norte.
Venâncio Rodrigues
27.11.2012
O jurista Marcolino Moco saudou esta quarta-feira a intenção do Governo angolano de não voltar a apoiar militarmente as autoridades de Kinshasa na sua luta contra a rebelião no Kivu Norte.
Moco defendeu que as intervenções militares de Angola no estrangeiro, feitas de forma unilateral, só resultaram no sacrifício de vidas de angolanos. “ Eu coincido com uma posição deste género porque a solução não passa por sacrifícios em torno de situações concretas mas por uma estratégia de longo prazo, no caso, dentro das Nações Unidas e da União africana”, declarou.
O jornalista Siona Casemiro disse de igual forma que a diplomática é a via mais sensata para a resolução dos actuais conflitos em África.
“ Parece que o campo em aberto é o diplomático capaz de abrir caminhos que levem a uma solução pacífica”, disse.
O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, foi citado pela imprensa pública angolana como tendo garantido que o interesse de Angola na República Democrática do Congo (RDC) é “encontrar uma solução definitiva que não passe pela guerra”.
Manuel Augusto reagia a informações difundidas pela imprensa dando conta de uma eventual intervenção militar angolana na região leste do Kivu Norte.
“Não penso que na RDC a solução seja militar. Isto já foi provado desde 1994”, disse. O diplomata angolano esteve nos últimos dias, na capita congolesa, Brazzaville, portador de uma mensagem do