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Zola Bambi: "O nosso povo está a despertar para os seus direitos"

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“O nosso povo está a despertar para os seus direitos”, disse o advogado da organização Mãos Livres Zola Bambi Ferreira.

Ao falar num animado “Angola Fala Só”, da VOA o advogado disse que o povo angolano está a ficar cada vez mais ciente de que “tem que reclamar os seus direitos e responsabilizar o Estado ou os seus representantes pelas injustiças que sofrem”.

Em resposta a várias perguntas dos ouvintes sobre a situação do sistema judicial em Angola, Zola Bambi disse que “há muita coisa a aperfeiçoar nosistema”, acrescentando que na generalidade “o nosso povo não acredita na justiça angolana”.

Na sua grande maioria, o jurista acredita que os privilegiados chegados ao poder estão acima da justiça.

Contudo, como advogado que trabalha com o sistema de justiça, Zola Bambi disse que ele e os seus colegam trabalham “para aperfeiçoar um sistema imperfeito”.

“Os meus colegas estão a trabalhar para uma justiça imparcial,” disse.

“Com o trabalho de todos, com a pressão de todos, algo melhor pode surgir para o futuro do povo angolano,” acrescentou.

O advogado Zola Bambi iniciou o programa falando do caso do activista Nito Alves que está a ser julgado por crime contra a segurança do Estado por injúrias ao Chefe de Estado, afirmando que a acção contra o activista que tem participado em manifestações anti-governamentais é uma “violação de direitos constitucionais”.

“É a primeira vez que se julga um menor por um alegado crime contra a segurança do Estado”, sublinhou em referência ao facto de quando os crimes foram alegadamente cometido sNito Alves era ainda menor de idade.

Como acontecem em quase todos os programas do “Angola Fala Só”, a questão dos veteranos de guerra foi levantada por dois ouvintes.

Para o jurista, o facto desta questão continuar por resolver “é uma vergonha” para o Estado angolano.

“Não se mostra uma vontade de resolver o problema”, disse, afirmando que a “Mãos Livres” está disposta a tentar resolver o problema.

Bambi exortou os antigos militantes a organizarem-se “de modo pacifico”, enviando petições e abaixo assinados às autoridades, incluindo ao Presidente da República como forma de pressionar para a resolução do problema.

“Esta questão não pode ficar para a eternidade,” reiterou.

Um ouvinte da Lunda Sul quis saber a opinião do jurista sobre a questão da autonomia das Lundas, algo que o advogado disse ser de mais difícil resolução porque “a cultura de diálogo não existe”.

Embora a questão da autonomia para as Lundas ou Cabindas seja “controversa” porque “tem a haver com aquilo que é o Estado angolano”, deveria haver um “respeito e uma maior liberdade económica” a essas regiões, concluiu o jurista

Clique aqui para ter acesso ao arquivo do programa

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